"As nossas democracias resistiram, as nossas sociedades permaneceram livres." Costa e Von der Leyen assinalam legado dos atentados do 11 de setembro
Presidente da Comissão Europeia e presidente do Conselho Europeu homenageiam as vítimas dos atentados de 2001 em Nova Iorque e destacam a importância da aliança com os EUA.
O presidente do Conselho Europeu e a presidente da Comissão Europeia assinalaram esta quarta-feira os 25 anos dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, homenageando as vítimas e destacando a importância das alianças transatlânticas.
"Há 25 anos, os Estados Unidos - e os valores de liberdade, democracia e tolerância que partilhamos dos dois lados do Atlântico - foram alvo dos atentados terroristas de 11 de Setembro", afirmou o presidente do Conselho Europeu, António Costa, numa mensagem nas redes sociais.
O antigo primeiro-ministro português recordou "as milhares de vidas perdidas e todas as pessoas cujas vidas foram para sempre transformadas" pelos atentados, prestando homenagem às vítimas, às suas famílias e àqueles que "tiveram a coragem de ajudar e socorrer outros".
25 years ago, the United States - and the values of freedom, democracy and tolerance that we share across the Atlantic - were targeted in the 9/11 terrorist attacks.
— António Costa (@eucopresident) September 11, 2026
Today, we remember the thousands of lives lost and all those whose lives were changed forever. We honour the… pic.twitter.com/SOSVUgyxqQ
Também a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, evocou, numa declaração divulgada em Bruxelas, os ataques de há 25 anos, recordando "as quase 3.000 pessoas que saíram de casa naquela manhã e nunca regressaram", bem como os "bombeiros, agentes da polícia e outros profissionais de emergência que avançaram para o meio do fumo e da poeira para salvar inúmeras vidas".
"O 11 de Setembro foi o acontecimento mais marcante da viragem do século e veio reforçar a importância das alianças e da segurança coletiva", destacou a líder do executivo comunitário.
A responsável lembrou que na altura, "pela primeira e única vez na sua história, a NATO [Organização do Tratado do Atlântico Norte] invocou o Artigo 5.º", segundo o qual um ataque contra um aliado é considerado um ataque contra todos.
"Aqueles que perpetraram os ataques queriam espalhar o medo muito para além de Nova Iorque, Virgínia e Pensilvânia", afirmou, considerando, contudo, que "falharam".
"As nossas democracias resistiram, as nossas sociedades permaneceram livres e a ideologia do terror não conseguiu impor o seu domínio sobre o nosso mundo", adiantou.
Today, we remember.
— Ursula von der Leyen (@vonderleyen) September 11, 2026
We remember that 25 years ago, the world stood still.
We remember the 3,000 people who left home that morning and never returned.
Where the Twin Towers once stood, two columns of light now rise into the New York sky.
They remind us that light triumphs… pic.twitter.com/YcYi52NgiU
Von der Leyen salientou, contudo, que as ameaças atuais são diferentes, num contexto internacional marcado pela rivalidade entre grandes potências, guerras e confrontos.
"A lição do 11 de Setembro permanece, [a de que] em momentos de perigo, as nossas alianças são importantes, a nossa unidade é importante e os valores que escolhemos defender são importantes", concluiu.
Os Estados Unidos assinalam hoje o 25.º aniversário dos atentados do 11 de Setembro, o mais mortífero ataque terrorista cometido em território norte-americano que causou quase três mil mortos, incluindo nove vítimas portuguesas e lusodescendentes.
Os atentados do 11 de Setembro desencadearam profundas alterações na política externa e de segurança dos Estados Unidos, mas também a nível mundial, incluindo o lançamento da chamada "guerra contra o terrorismo" e a intervenção militar no Afeganistão.
Foi a única vez que o artigo 5.º da NATO, que prevê uma cláusula de solidariedade e estipula que um ataque armado contra um país membro da Aliança seja considerado como um ataque dirigido contra todos, foi ativado.
A 11 de setembro de 2001, dois aviões sequestrados por terroristas da Al-Qaida atingiram as Torres Gémeas do World Trade Center, em Nova Iorque, provocando o colapso dos edifícios duas horas após o impacto, enquanto um terceiro aparelho atingiu o Pentágono nos arredores de Washington.
Um quarto avião, que se acredita que tinha como alvo o Capitólio (sede do Congresso) ou a Casa Branca (presidência dos Estados Unidos), despenhou-se perto de Shanksville, na Pensilvânia, depois de passageiros e membros da tripulação terem tentado recuperar o controlo da aeronave.