Mundo
Assassinos a soldo levam 18.000 euros por uma vida
Dito de outra forma: mandar “despachar” alguém pode custar até 121 mil euros. O valor foi estimado por uma equipa de investigação que analisou 27 casos de assassinos contratados em Inglaterra desde 1974. De acordo com a equipa de investigação liderada pelo criminologista David Wilson, são quatro os tipos de atiradores, que podem ir do “maçarico” ao “mestre”. Talvez por isso os preços variem tanto: se um assassino profissional levou mais de 120 mil euros, a encomenda mais barata já ficou pelos 242, para chegarmos a uma média do total dos casos de 18.181 euros.
O professor criminologista David Wilson tem para publicar na última edição do “Howard Journal of Criminal Justice” uma pesquisa que revela detalhes sobre os assassinos profissionais britânicos. Os pormenores das mortes contratadas estão num estudo que analisou 27 casos desde 1974 até aos nossos dias. O trabalho não foi levado a bom termo em oito casos, em que as vítimas escaparam com vida.
A investigação permitiu à equipa de David Wilson traçar um perfil do “hitman” britânico a partir dos 35 assassinos envolvidos nestes 27 casos.
Desde o “maçarico” ao “mestre”, em que o primeiro é aquele que pratica este crime pela primeira vez e o segundo um especialista com formação militar ou paramilitar que dificilmente será apanhado pela justiça, há os níveis intermédios de “amador” - o atirador que ainda não tem grande registo criminal - e de “especialista”, aquele em quem podemos depositar toda a confiança.
Poderá residir neste pormenor - o “Sunday Mail”, jornal britânico que anuncia o estudo, não se adianta quanto a isso - a variação do preço de uma vida arrancada por um assassínio a soldo.
O caso mais caro terá sido o contrato que resultou na morte de Robert Magill, em 1994. Pela morte deste vendedor de carros de Hertfordshire, o atirador contratado Kevin Lane terá recebido 100 mil libras esterlinas, o equivalente a 121.361 euros.
Menos do que isso valeu uma vida arrancada por meros 242 euros (200 libras), o valor mais baixo encontrado pela equipa que levou a cabo a investigação.
“Nós podemos descrever com algum detalhe o atirador que foi apanhado, mas o perfil daqueles que escapam das autoridades é muito diferente”, esclarece David Wilson, para apontar o caso da morte de um gangster de Glasgow que está ainda por solucionar: “É absolutamente claro que a morte de [Frank] McPhie resultou do trabalho de um ‘mestre’”.
Desmontar o estereótipo dos filmesA média de idades dos assassinos profissionais é de 38 anos, enquanto a das vítimas ronda os 36.
Os assassinos a soldo estão na faixa etária entre os 15 e os 63 anos, sendo o mais novo simultaneamente o mais barato. Foi precisamente Santre Sanchez Gayle quem apresentou em 2010 uma fatura de 200 libras pela vida de Gulistan Subasi.
Através da análise de documentação (desde arquivos de jornais a atas dos tribunais) e conversas com vítimas que escaparam aos atentados, David Wilson explica que foi possível chegar a traços e padrões no comportamento dos “hitmen” britânicos.
A investigação contribui assim para desmistificar a figura do assassino contratado que ao longo de décadas vem sendo construída dentro das salas de cinema. Pelo contrário - no método e nos meios –, a grande parte das vezes o ato de tirar a vida a alguém é um momento poupado, executado com uma economia que contraria as encenações em 16:9.
“Os assassinos são personagens que se tornaram familiares a partir dos filmes e jogos de vídeo (…) a disparar dos telhados com caríssimas armas ao estilo dos snipers (atiradores furtivos)”, declarou o autor do estudo, para logo esclarecer que “a realidade não podia ser mais diferente”.
“Os assassinos profissionais britânicos mais facilmente matam a sua vítima enquanto esta passeia o cão ou faz compras em lojas dos subúrbios”, acrescenta.
A investigação permitiu à equipa de David Wilson traçar um perfil do “hitman” britânico a partir dos 35 assassinos envolvidos nestes 27 casos.
Desde o “maçarico” ao “mestre”, em que o primeiro é aquele que pratica este crime pela primeira vez e o segundo um especialista com formação militar ou paramilitar que dificilmente será apanhado pela justiça, há os níveis intermédios de “amador” - o atirador que ainda não tem grande registo criminal - e de “especialista”, aquele em quem podemos depositar toda a confiança.
Poderá residir neste pormenor - o “Sunday Mail”, jornal britânico que anuncia o estudo, não se adianta quanto a isso - a variação do preço de uma vida arrancada por um assassínio a soldo.
O caso mais caro terá sido o contrato que resultou na morte de Robert Magill, em 1994. Pela morte deste vendedor de carros de Hertfordshire, o atirador contratado Kevin Lane terá recebido 100 mil libras esterlinas, o equivalente a 121.361 euros.
Menos do que isso valeu uma vida arrancada por meros 242 euros (200 libras), o valor mais baixo encontrado pela equipa que levou a cabo a investigação.
“Nós podemos descrever com algum detalhe o atirador que foi apanhado, mas o perfil daqueles que escapam das autoridades é muito diferente”, esclarece David Wilson, para apontar o caso da morte de um gangster de Glasgow que está ainda por solucionar: “É absolutamente claro que a morte de [Frank] McPhie resultou do trabalho de um ‘mestre’”.
Desmontar o estereótipo dos filmesA média de idades dos assassinos profissionais é de 38 anos, enquanto a das vítimas ronda os 36.
Os assassinos a soldo estão na faixa etária entre os 15 e os 63 anos, sendo o mais novo simultaneamente o mais barato. Foi precisamente Santre Sanchez Gayle quem apresentou em 2010 uma fatura de 200 libras pela vida de Gulistan Subasi.
Através da análise de documentação (desde arquivos de jornais a atas dos tribunais) e conversas com vítimas que escaparam aos atentados, David Wilson explica que foi possível chegar a traços e padrões no comportamento dos “hitmen” britânicos.
A investigação contribui assim para desmistificar a figura do assassino contratado que ao longo de décadas vem sendo construída dentro das salas de cinema. Pelo contrário - no método e nos meios –, a grande parte das vezes o ato de tirar a vida a alguém é um momento poupado, executado com uma economia que contraria as encenações em 16:9.
“Os assassinos são personagens que se tornaram familiares a partir dos filmes e jogos de vídeo (…) a disparar dos telhados com caríssimas armas ao estilo dos snipers (atiradores furtivos)”, declarou o autor do estudo, para logo esclarecer que “a realidade não podia ser mais diferente”.
“Os assassinos profissionais britânicos mais facilmente matam a sua vítima enquanto esta passeia o cão ou faz compras em lojas dos subúrbios”, acrescenta.