Mundo
Assassinos de cientista iraniano eram contratados por Israel
Funcionários norte-americanos citados pela NBC News admitiram hoje que os assassinos do cientista nuclear iraniano Mostafa Ahmadi-Roshan. As mesmas fontes reiteraram o desmentido de envolvimento dos EUA no atentado, que na altura foi condenado pelo Departamento de Estado norte-americano.
O cientista Ahmadi Roshan fora morto em janeiro, em Teerão, pela explosão de uma bomba colocada no seu carro por um motociclista. A agência de notícias oficiosa iraniana Fars referiu-o como responsável de um departamento de enriquecimento de urânio na central nuclear de Natanz.
Os EUA condenaram o atentado e enviaram mesmo condolências à família do cientista. Apesar da condenação e das condolências, o Governo iraniano acusara os Estados Unidos, juntamente com Israel, de serem os mentores do atentado.
A revista Foreign Policy publicou duas semanas depois do atentado uma reportagem dando conta de alegadas tentativas de recrutamento por parte da Mossad de terroristas para a execução da série de atentados em curso contra cientistas iranianos. Segundo a reportagem, os recrutadores da Mossad apresentar-se-iam como agentes da CIA e fariam crer aos recrutas que iriam trabalhar por conta dos EUA.
Segundo o jornalista Mark Perry, daquela revista, as operações de recrutamento teriam tido lugar já no biénio 2007-2008, acabando por enfurecer o então presidente George W. Bush quando lhe foram relatadas.
Hoje foi a vez de os referidos responsáveis norte-americanos revelarem que a Mossad estaria a treinar antigos membros do partido Mudjahedins do Povo. O presidente Obama, acrescentavam as mesmas fontes citadas pela NBC News,estaria ao corrente desta actividade, embora sem se envolver nela. Não há notícia de que se tenha enfurecido como o seu antecessor.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita, citado no diário Haaretz, desvalorizou as revelações, afirmando que "enquanto não pudermos ver as provas alegadas pela NBC, o MNE não reagirá a cada boato ou reportagem publicada no resto do mundo".
Os EUA condenaram o atentado e enviaram mesmo condolências à família do cientista. Apesar da condenação e das condolências, o Governo iraniano acusara os Estados Unidos, juntamente com Israel, de serem os mentores do atentado.
A revista Foreign Policy publicou duas semanas depois do atentado uma reportagem dando conta de alegadas tentativas de recrutamento por parte da Mossad de terroristas para a execução da série de atentados em curso contra cientistas iranianos. Segundo a reportagem, os recrutadores da Mossad apresentar-se-iam como agentes da CIA e fariam crer aos recrutas que iriam trabalhar por conta dos EUA.
Segundo o jornalista Mark Perry, daquela revista, as operações de recrutamento teriam tido lugar já no biénio 2007-2008, acabando por enfurecer o então presidente George W. Bush quando lhe foram relatadas.
Hoje foi a vez de os referidos responsáveis norte-americanos revelarem que a Mossad estaria a treinar antigos membros do partido Mudjahedins do Povo. O presidente Obama, acrescentavam as mesmas fontes citadas pela NBC News,estaria ao corrente desta actividade, embora sem se envolver nela. Não há notícia de que se tenha enfurecido como o seu antecessor.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita, citado no diário Haaretz, desvalorizou as revelações, afirmando que "enquanto não pudermos ver as provas alegadas pela NBC, o MNE não reagirá a cada boato ou reportagem publicada no resto do mundo".