Assassinos e violadores de ambientalistas na Costa Rica condenados a décadas prisão
Um tribunal da Costa Rica sentenciou hoje quatro homens a décadas de prisão, pelo assassínio em 2013 de um defensor do ambiente e pela violação de quatro voluntárias ocidentais que estavam com ele.
A sentença culminou nove semanas do julgamento de sete homens acusados do assassínio de Jairo Mora, um costa-riquenho de 26 anos, que trabalhava na proteção dos locais onde as tartarugas marinhas desovam, na costa caribenha.
O tribunal, na cidade costeira de Limon, no leste do país, considerou quatro dos homens - Hector Cash, Ernesto Centeno, Brayan Quesada e Donal Salmon -- culpados de assassínio, detenção ilegal, ataque sexual e assalto agravado.
Condenou-os a penas entre 74 e 90 anos de prisão, mas sob a legislação da Costa Rica as sentenças são convertidas automaticamente num máximo de 50 anos.
Os outros três acusados foram absolvidos.
O crime ocorreu em Moin Beach, a norte de Limon, em 31 de maio de 2013. A selvajaria do ataque representou um golpe severo na imagem deste país da América Central como um amigável destino de turismo ecológico.
Os procuradores adiantaram que os condenados integravam um gangue que caçava os ovos de tartaruga e atacaram Mora, a quem agrediram até ficar inconsciente, atacaram-no a uma carrinha `pick-up` e arrastaram-no ao longo da praia, até more sufocado com areia.
As quatro voluntárias que estavam com ele, três cidadãs dos EUA e uma de Espanha, foram atadas, mantidas como cativas durante horas e violadas.