Ataque a consulado em Benghazi vinga morte de "número 2" da Al-Qaida

Dubai, 15 set (Lusa) -- O ataque contra o consulado norte-americano em Benghazi, no leste da Líbia, "vinga" a morte do "número dois" da Al-Qaida, Abu Yahya al-Libi, afirmou o ramo iemenita da rede extremista.

Lusa /

"A morte do xeque Abu Yahya al-Libi (...) estimulou o entusiasmo e a determinação dos filhos de Omar al-Mokhtar [líder da resistência líbia contra a colonização italiana] a vingarem-se dos que ridicularizaram e atacaram o nosso profeta", indica a Al-Qaida na Península Arábica (AQPA) num comunicado citado pelo centro norte-americano de vigilância dos "sites" islâmicos SITE..

A AQPA não reivindica diretamente em nome da Al-Qaida o ataque ao consulado que coincidiu com o aniversário dos atentados de 11 de setembro nos Estados Unidos e que causou a morte de quatro norte-americanos, incluindo o embaixador Chris Stevens.

Abu Yahya al-Libi foi morto no início de junho no Paquistão num ataque de um avião não tripulado ("drone") norte-americano. Na véspera do 11.º aniversário do 11 de setembro, o líder da Al-Qaida, Ayman Al-Zawahiri, divulgou um vídeo confirmando a morte do seu "braço direito".

O consulado em Benghazi foi atacado durante um protesto contra um filme realizado nos Estados Unidos que retrata a vida do profeta Maomé e é considerado insultuoso para o Islão.

"O levantamento do nosso povo na Líbia, Egito e Iémen contra a América e as suas embaixadas é um sinal para indicar aos Estados Unidos que a sua guerra não é dirigida contra grupos e organizações (...) mas contra a nação islâmica que se levantou contra a injustiça, a fraqueza...", refere o comunicado da AQPA.

O presidente da Assembleia Nacional líbia, Mohamed al-Megaryef, afirmou hoje, numa entrevista à agência France Presse, que elementos estrangeiros estiveram implicados no ataque ao consulado norte-americano em Benghazi e que a ação foi planificada e meticulosamente executada.

 

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