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Ataque ao Charlie Hebdo apresenta nova realidade do terrorismo
Hermano Sanches Ruivo, vereador da Câmara Municipal de Paris, afirma que ainda não se conhecessem suficientemente as atuais redes terroristas, que passarão também por uma maior individualização, um outro formato de ataque.
O vereador disse à RTP que as autoridades estão conscientes que os atentados vão acontecer, mas não sabem "quando nem onde". Sanches Ruivo refere que a revista já era inclusivamente vigiada e que todos os meios de comunicação passarão a ser vigiados.
O responsável da autarquia parisiense revelou ainda que as escolas não serão fechadas, embora estejam proibidas de realizar saídas escolares.
"Não vamos responder a um ato de terrorisimo, criando terror", garantiu ao correspondente da RTP em Paris, Paulo Dentinho.
O autarca considera que este é um ato que, para além de ser um ato de terror, tem também consequências culturais. Quatro dos principais caricaturistas franceses foram abatidos neste ataque à revista que, lembra o vereador, era "um dos simbolos da liberdade de expressão".
A região parisiense está já no grau máximo do plano de segurança anti-terrorismo. Esta quarta-feira, um ataque de homens armados às instalações em Paris do jornal satírico Charlie Hebdo provocou pelo menos 12 mortos.