Mundo
Guerra no Médio Oriente
Ataques contra centrais de dessalinização. A próxima etapa da guerra no Médio Oriente?
Teerão ameaçou este domingo atacar as centrais de dessanilização de água na região caso os EUA e Israel visem as centrais elétricas iranianas. Poderá ser uma escalada determinante no conflito, uma vez que grande parte dos países da região depende deste tipo de infraestrutura para obter água potável.
É a resposta iraniana à ameaça do presidente norte-americano, que no sábado à noite deu 48 horas ao Irão para abrir por completo o Estreito de Ormuz ao tráfego marítimo. Trump prometeu “aniquilar” as instalações energéticas do Irão.
O exército iraniano retorquiu que, caso Washington concretize estas ameaças, irá responder com ataques a infraestruturas energéticas e de dessalinização de água na região.
Trata-se de um setor vital para milhões de pessoas de que vários países dependem de forma muito significativa para aceder a água potável.
De notar que esta é uma das regiões mais secas do mundo, onde a disponibilidade de água é dez vezes inferior à média global, segundo o Banco Mundial, citado pela agência France Presse.
O próprio Irão já registou ataques contra instalações de gestão de água e energia nos ataques aéreos conjuntos de Estados Unidos e Israel.
Este domingo, o regime iraniano admitiu ter sofrido “graves danos” nas infraestruturas de água e energia no país que “destruíram partes de redes de abastecimento essenciais”, segundo indicou o ministro iraniano da Energia, Abbas Aliabadi.
No Bahrein, uma central de dessalinização de água do mar ficou danificada a 8 de março por um ataque com drones lançado por Teerão. Na altura, Teerão explicou que este ataque respondia diretamente a danos provocados pelos Estados Unidos numa central de dessanilização iraniana.
De facto, cerca de 42 por cento da capacidade mundial de dessanilização de água está no Médio Oriente, segundo concluiu um estudo recente publicado na revista Nature.
E grande parte dos países do Golfo dependem significativamente deste tipo de infraestruturas. No Kuwait, 90 por cento da água potável provém destas centrais de dessanilização. Em Omã, a dependência é de 86 por cento e na Arábia Saudita, 70 por cento da água potável provém destas centrais. Os dados são de um relatório de 2022 do Instituto Francês de Relações Internacionals (Ifri).
Um ataque a este tipo de centrais pode desencadear interrupções temporárias no fornecimento de água, racionamento ou mesmo na fuga de populações.
Para além dos reflexos na economia, turismo e indústria, a escassez de água teria também consequências para os centros de dados, com elevados consumos de água para a refrigeração.
De acordo com Philippe Bourdeaux, da multinacional Veolia, as centrais de dessanilização estão geralmente interligadas, o que poderá limitar as consequências de eventuais danos numa única central.
O exército iraniano retorquiu que, caso Washington concretize estas ameaças, irá responder com ataques a infraestruturas energéticas e de dessalinização de água na região.
Trata-se de um setor vital para milhões de pessoas de que vários países dependem de forma muito significativa para aceder a água potável.
De notar que esta é uma das regiões mais secas do mundo, onde a disponibilidade de água é dez vezes inferior à média global, segundo o Banco Mundial, citado pela agência France Presse.
O próprio Irão já registou ataques contra instalações de gestão de água e energia nos ataques aéreos conjuntos de Estados Unidos e Israel.
Este domingo, o regime iraniano admitiu ter sofrido “graves danos” nas infraestruturas de água e energia no país que “destruíram partes de redes de abastecimento essenciais”, segundo indicou o ministro iraniano da Energia, Abbas Aliabadi.
No Bahrein, uma central de dessalinização de água do mar ficou danificada a 8 de março por um ataque com drones lançado por Teerão. Na altura, Teerão explicou que este ataque respondia diretamente a danos provocados pelos Estados Unidos numa central de dessanilização iraniana.
De facto, cerca de 42 por cento da capacidade mundial de dessanilização de água está no Médio Oriente, segundo concluiu um estudo recente publicado na revista Nature.
E grande parte dos países do Golfo dependem significativamente deste tipo de infraestruturas. No Kuwait, 90 por cento da água potável provém destas centrais de dessanilização. Em Omã, a dependência é de 86 por cento e na Arábia Saudita, 70 por cento da água potável provém destas centrais. Os dados são de um relatório de 2022 do Instituto Francês de Relações Internacionals (Ifri).
Um ataque a este tipo de centrais pode desencadear interrupções temporárias no fornecimento de água, racionamento ou mesmo na fuga de populações.
Para além dos reflexos na economia, turismo e indústria, a escassez de água teria também consequências para os centros de dados, com elevados consumos de água para a refrigeração.
De acordo com Philippe Bourdeaux, da multinacional Veolia, as centrais de dessanilização estão geralmente interligadas, o que poderá limitar as consequências de eventuais danos numa única central.
E este tipo de infraestruturas têm, por norma reservas de energia suficientes para vários dias de falha, entre dois a sete, o que poderá cobrir falhas de abastecimento de curta duração.
(com agências)