Mundo
Ataques russos fizeram sete mortos e 22 feridos
Moscovo e Kiev trocaram ataques durante a última noite registando-se pelo menos sete mortos na Ucrânia, poucas horas depois da visita à Rússia do emissário do presidente norte-americano, Donald Trump.
No nordeste da Ucrânia, os ataques russos mataram um homem em Sumi e uma mulher em Kharkiv, enquanto três pessoas morreram na região de Zaporijia, no sudeste do país, segundo as administrações militares regionais e a polícia.
Em Kiev, duas pessoas morreram e outras 22 ficaram feridas, incluindo quatro menores, na sequência de uma série de ataques com mísseis balísticos levados a cabo pelas Forças Armadas da Rússia, contra seis distritos da capital.
Segundo informou o Serviço Estatal de Emergências da Ucrânia, os bombardeamentos provocaram vários incêndios e graves danos materiais em infraestruturas residenciais e civis por toda a cidade.
Hoje de manhã, a Força Aérea ucraniana alertou para novos disparos de mísseis balísticos russos contra Kiev tendo pedido aos residentes que permanecessem nos abrigos.
Por outro lado, durante a noite passada, os sistemas de defesa aérea russos destruíram 808 drones ucranianos sobre 20 regiões russas e a Crimeia anexada, indicou hoje o Ministério da Defesa da Rússia.
O presidente da Câmara de Moscovo, Sergei Sobyanin, disse que 630 drones foram lançados durante a última noite em direção à região da capital russa, fazendo dois feridos.
O autarca salientou que a maior parte dos aparelhos aéreos não tripulados foi destruída pelos sistemas de defesa, mas realçou que 163 drones chegaram a aproximar-se da cidade de Moscovo.
Anteriormente, e referindo-se à deslocação do emissário dos Estados Unidos a Moscovo, Steve Witkoff, a Presidência russa afirmou estar "em princípio" disposta a retomar as negociações trilaterais: Ucrânia, Rússia e Estados Unidos.
As negociações entre russos, ucranianos e norte-americanos já tinham ocorrido em 2025, sem avanços concretos.
Os contactos foram suspensos após o início da guerra no Médio Oriente, desencadeada por Washington e Israel contra o Irão.
Entretanto, o diplomata russo Yuri Ushakov referiu-se, na última noite, a um possível encontro sobre a situação na Ucrânia, que estaria a ser preparado, entre os chefes de Estado Vladimir Putin, Donald Trump e Xi Jinping na República Popular da China, à margem da cimeira da APEC (Fórum de Cooperação Ásia-Pacífico) em novembro, na cidade de Shenzhen.
Em entrevista à estação norte-americana Fox News, Volodymyr Zelenski defendeu, na quarta-feira, um "congelamento" da linha da frente como primeiro passo para as discussões, uma proposta até agora afastada por Moscovo, que exigiu um acordo antes de qualquer interrupção dos combates.
A Rússia exigiu, em concreto, que o Exército ucraniano se retire dos territórios que ainda controla na região de Donetsk (leste), situação que Kiev considera inaceitável.
A Rússia invadiu a Ucrânia em 2014, anexando a Península da Crimeia e lançou uma ofensiva de grande escala contra todo o território ucraniano em 2022.