Atentado contra embaixada australiana na Indonésia foi perpetrado por um só suicida
O atentado contra a embaixada da Austrália em Jacarta, a 09 de Setembro, foi perpetrado por um único terrorista suicida, segundo os resultados dos testes de ADN a amostras retiradas no local, anunciou hoje a polícia indonésia.
"Os resultados de nove amostras mostram que Heri Kurniawan, conhecido como Heri Golun, era o único suicida", declarou o chefe da secção antiterrorista da polícia indonésia, Pranowo Dahlan.
Com esta descoberta, o balanço do atentado suicida com uma viatura armadilhada sobe para dez mortos, incluindo o suicida, e mais de 180 feridos.
Heri Kurniawan, originário da parte ocidental da ilha de Java, foi identificado graças a testes de ADN.
Os investigadores encontraram uma marca idêntica entre os pedaços de corpos humanos encontrados no local do atentado e os testes efectuados junto de membros da sua família.
A polícia tinha interrogado um homem que tinha uma carta escrita por Heri Kurniawan, na qual pedia desculpa à sua mulher antes de perpetrar o atentado suicida.
Dezasseis pessoas foram interpeladas para ser interrogadas no âmbito do inquérito deste atentado.
Dos interpelados, oito foram oficialmente declarados suspeitos e por isso estão detidos.
Entretanto, a polícia indonésia continua activamente à procura de dois islamitas malaios especialistas em explosivos, Noordin Mohammad Top e Azahari Husin.
A polícia suspeita que estes dois malaios tenham desempenhado um papel importante nos atentados de Bali (202 mortos em 12 de Outubro de 2002, dos quais 88 australianos), contra o hotel Marriott em Jacarta (12 mortos em Agosto de 2003) e contra a embaixada da Austrália.