Atentado de Bengasi atingiu afinal um centro da CIA

Ao contrário do que até há pouco se tomava como certo, o atentado que no passado dia 11 de setembro causou a morte de quatro cidadãos norte-americanos, incluindo o embaixador na Líbia, não visou o consulado dos Estados Unidos em Bengasi, e sim um centro de operações secreto da Central Intelligence Agency (CIA).

RTP /
DR

A notícia veio hoje a público no Wall Street Journal, que igualmente refere o facto de terem sido evacuados daquela cidade líbia, na sequência do atentado, três dezenas de funcionários norte-americanos, quase todos ao serviço da CIA com sete excepções apenas, constituídas por verdadeiros funcionários do Departamento de Estado.

Segundo o Wall Street Journal, duas vítimas mortais que começaram por ser identificadas como agentes de segurança ao serviço do Departamento de Estado, eram também, afinal, agentes da CIA.

O edifício atingido pelo atentado era um anexo do consultado e albergava vinte membros de uma missão secreta da CIA, destinada ao "combate anti-terrorista". Um primeiro atentado fizera alguns diplomatas fugirem para o anexo, explicando-se assim que o embaixador, Christopher Stevens, tenha sido mortalmente atingido no atentado logo a seguir contra o edifício da CIA.
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