Atentado em Colombo causa sete mortos e uma centena de feridos

Colombo, 03 Fev (Lusa) - Pelo menos sete pessoas foram mortas e uma centena de outras feridas hoje num atentado suicida na estação ferroviária de Colombo, capital do Sri Lanka, informaram fontes oficiais.

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"Recebemos 97 vítimas", declarou Pushpa Soysa, porta-voz do hospital central de Colombo.

Um porta-voz da polícia afirmou que o atentado foi obra de um bombista suicida ligado aos Tigres de Libertação da Pátria Tamil (LTTE), guerrilha que luta pela autonomia da parte nordeste da ilha.

O terrorista fez deflagrar uma carga explosiva que transportava consigo no momento da chegada à estação de um comboio proveniente de Ambepussa, nos arredores de Colombo, segundo a mesma fonte.

"O serviço ferroviário foi interrompido e os feridos encaminhados para o hospital, estando seis deles em estado crítico ", declarou um oficial da polícia.

"O ataque tem a marca dos Tigres", acrescentou.

A estação situa-se no centro da capital e próximo das instalações da presidência.

Algumas horas antes, seis pessoas tinham sido mortas pela explosão de uma granada num jardim zoológico próximo da capital, depois de no sábado um atentado à bomba contra um autocarro ter provocado 20 mortos e seis dezenas de feridos.

A segurança foi reforçada na ilha dois dias antes das celebrações do 60º aniversário da sua independência da Grã-Bretanha, em 4 de Fevereiro de 1948.

Os actos de violências no Sri Lanka estão a recrudescer e as negociações políticas entre as autoridades de Colombo e os rebeldes dos LTTE estão paralisadas desde 16 de Janeiro, apesar de ter sido assinado um cessar-fogo em 23 de Fevereiro de 2002, sob a égide da Noruega.

As duas partes entregam-se agora de novo a uma guerra persistente, sem os mediadores noruegueses e islandeses.

Os Tigres de Tamil, hindus, lutam pela independência do norte e nordeste do Sri Lanka, um país com 75 e cinco por cento de população budista.

A ilha de 20 milhões de habitantes, anteriormente com uma economia próspera, afunda-se hoje devido ao mais velho conflito em curso na Ásia, uma guerra esquecida alternada por fases de combates, atentados e períodos de acalmia.

Carca de 60.000 a 70.000 pessoas foram mortas durante as três décadas de conflito e milhares morreram desde o final de 2005.

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