Atentado visou forças de paz na Somália

Bombistas suicidas mataram pelo menos 13 pessoas na principal base das forças de paz da União Africana a poucos quilómetros da capital da Somália, Mogadiscio, esta terça-feira. Outras 12 ficaram feridas.

Graça Andrade Ramos, RTP /
Os restos de um autocarro após um ataque das milícias islamitas al Shabaab em junho de 2016, perto de Mogadiscio, Somalia Feisal Omar - Reuters

A maioria das vítimas pertencia às forças de paz.

O ataque foi reivindicado pelas milícia islamitas al Shabab que procuram derrubar o governo somali, apoiado pela comunidade internacional. 

De acordo com a polícia, o primeiro suicida detonou um carro armadilhado junto a base e o segundo tentou entrar a pé no recinto, mas foi fuzilado e explodiu junto à porta de armas.

O porta-voz do al Shabaab, Abdiasis Abu Musab, afirmou que ambos os bombistas detonaram veículos.

A força das explosões estilhaçou as janelas do aeroporto de Mogadiscio que fica perto, cobrindo de vidros os passageiros que se encontravam na zona das chegadas, afirmaram testemunhas.

"Fomos recebidos por duas fortes explosões. Os vidros do aeroporto caíram sobre nós", disse Ali Nur, que acabava de chegar num avião vindo de Nairobi.

Os sete mortos reconhecidos oficialmente pertencem a uma empresa privada de segurança, referiram fontes da polícia à agência Reuters.

Na rede social Twitter a força da União Africana, UNISOM, condenou o "ataque insensato que visa perturbar e dificultar as vidas da população somali".
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