Atentados de 11 de Setembro custaram 563 milhões de euros aos EUA

Os atentados de 11 de Setembro de 2001 custaram 563 mil milhões de euros aos Estados Unidos, indica um relatório do comité económico do Fórum Ásia- Pacifico (APEC), divulgado numa reunião que decorre na Coreia do Sul.

Agência LUSA /

"Os estudos indicam que os custos foram de cerca de 660 mil milhões de dólares (563 mil milhões de euros) em quatro anos, o equivalente a um a dois pontos de percentagem do produto interno bruto por ano nesse período", indica o documento, publicado durante uma reunião do fórum de cooperação económica Ásia-Pacifico.

Entre os 563 mil milhões de euros, 38 mil milhões de euros referem-se aos custos directos provocados pelos atentados, enquanto que 149 mil milhões de euros são custos indirectos e 377 mil milhões de euros são despesas induzidas por melhoramentos na segurança.

O relatório indica igualmente que a ameaça terrorista provocou uma quebra "entre 0,3 a 0,6 por cento" dos investimentos directos estrangeiros efectuados em todo o Mundo.

As despesas extra ligadas aos melhoramentos dos sistemas de segurança e os custos suplementares das transacções induzidas pela ameaça terrorista provocaram uma queda no fluxo dos capitais estrangeiros, indica o comité.

O relatório indica que os investimentos directos estrangeiros constituem a maior fonte de desenvolvimento económico para a maior parte das economias em desenvolvimento.

"O risco de novos atentados terroristas, que poderá induzir custos elevados e uma redistribuição significativa dos recursos económicos, prejudicou a necessidade de uma melhor compreensão das consequências económicas do terrorismo", escreveu o comité, para explicar as razões do seu relatório.

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