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Atingidas paragens de autocarro. Duplo atentado em Jerusalém faz um morto e 15 feridos
Uma pessoa morreu e pelo menos 15 pessoas ficaram feridas, duas delas gravemente, em consequência de duas explosões em paragens de autocarro de Jerusalém, esta quarta-feira. As autoridades israelitas apontam para um "ataque palestiniano" coordenado, classificando-o como "atentado terrorista". As forças de segurança temem que haja outros explosivos na cidade.
Ao início da manhã, a primeira explosão numa paragem de autocarro à entrada da cidade feriu pelo menos 12 pessoas, tendo duas delas ficado em estado crítico. Já no hospital, um dos feridos graves acabou por morrer, informou o serviço nacional de emergência.
Pouco depois, houve outra explosão noutra paragem de autocarro num bairro em Ramot, em Jerusalém Oriental ocupada, que destruiu um autocarro e causou três feridos ligeiros.
Na sequência de ataques mortais em Israel, a partir de março, o exército israelita realizou mais de dois mil ofensivas na Cisjordânia. Estes ataques e os confrontos por vezes a eles associados causaram a morte a 125 palestinianos, o maior número de vítimas em sete anos, de acordo com a ONU.
c/ agências
Pouco depois, houve outra explosão noutra paragem de autocarro num bairro em Ramot, em Jerusalém Oriental ocupada, que destruiu um autocarro e causou três feridos ligeiros.
תיעוד: 7 בבוקר, פיצוץ עז מרעיד את הטרמפיאדה ביציאה מירושלים pic.twitter.com/B7upLVsNKg
— איתי בלומנטל Itay Blumental (@ItayBlumental) November 23, 2022
Yosef Haim Gabay, um médico que estava no local quando ocorreu a explosão, disse à Rádio do Exército que "há danos em todos os locais" e que alguns dos feridos sangravam muito.
As autoridades fecharam a estrada de Sakharov em direção a oeste, onde ocorreram os ataques.
Entretanto, o comissário da polícia de Israel, Kobi Shabtai, deslocou-se ao local. Segundo afirmou ao jornal israelita Hareetz, não havia no país um ataque semelhante há anos. O responsável pela polícia israelita garantiu que as forças de segurança estão já a investigar quem perpetrou estes ataques e apelou à população para que se mantenha alerta, estando já as autoridades a procurar mais possíveis explosivos na cidade.
"Não há dúvida de que estes são ataques complexos. Estamos atualmente focados em investigar todas as cenas e pedir à população que entre em contato com as forças de emergência caso haja algo suspeito".
Também o ministro israelita da Segurança Interna, Omer Bar-Lev, está no local e disse aos jornalistas que foi "uma manhã muito difícil".
"Há uma grande probabilidade de que haja uma relação entre os ataques. Estes não são imitações. Acredito que vamos apanhar todos os envolvidos".
"Há uma grande probabilidade de que haja uma relação entre os ataques. Estes não são imitações. Acredito que vamos apanhar todos os envolvidos".
Ainda estão a ser apurados os motivos e autores deste duplo ataque, que acontece ao cabo de meses de intensificação das tensões entre israelitas e palestinianos. Para já, a polícia avançou que os dispositivos provavelmente eram controlados remotamente e continham pregos, estando ambos colocados dentro de sacos.
Na sequência de ataques mortais em Israel, a partir de março, o exército israelita realizou mais de dois mil ofensivas na Cisjordânia. Estes ataques e os confrontos por vezes a eles associados causaram a morte a 125 palestinianos, o maior número de vítimas em sete anos, de acordo com a ONU.
Sem reclamar responsabilidade pelos ataques de Jerusalém, o movimento islamista palestiniano Hamas, no poder na Faixa de Gaza, considerou-os "o preço dos crimes e agressões de Israel contra o povo" palestiniano.
c/ agências