Ativista conservador assassinado Charlie Kirk homenageado na convenção republicana

Ativista conservador assassinado Charlie Kirk homenageado na convenção republicana

O ativista conservador norte-americano Charlie Kirk, assassinado há um ano num evento no Utah, foi homenageado na quinta-feira na inédita convenção intercalar republicana, em Dallas, num momento emotivo que silenciou milhares de eleitores presentes no evento.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Foto: Jim Urquhart - Reuters

O pastor e vice-presidente da Turning Point - organização norte-americana que defende os valores conservadores nas instituições de ensino do país -, Lucas Miles, foi quem deu início à homenagem, que durou cerca de cinco minutos e na qual garantiu que a organização fundada por Charlie Kirk "continua a crescer".

"Eles podiam levar o homem. Mas não podiam levar a missão", afirmou Miles.

"O Turning Point não está morto. A organização fundada por Charlie continua a crescer", acrescentou.

Após o discurso do pastor, o público da convenção, normalmente efusivo e barulhento, rapidamente ficou em silêncio para assistir a um vídeo com o rosto e a voz do ativista assassinado a trabalhar com jovens adultos em campus universitários de todo o país.

No final, uma salva de palmas contida tomou conta da arena do `American Airlines Center`, em Dallas, no Texas.

No mesmo local, um memorial improvisado em homenagem a Kirk estava em destaque: uma cadeira vazia, um ramo de flores, um microfone, uma bandeira norte-americana e um cartaz com a frase: "reservada para Charlie". 

O assassinato de Charlie Kirk, em plena luz do dia durante um grande evento público, continua a chocar os Estados Unidos, um ano após o ocorrido, enquanto a sua figura e o impacto do seu legado permanecem presentes naquele movimento e na política norte-americana.

A Casa Branca juntou-se aos tributos a Charlie Kirk, a quem classificou como um "campeão da liberdade".

"Há um ano, perdemos tragicamente um patriota destemido. Um campeão da liberdade e do nosso país", declarou a conta oficial da Casa Branca na plataforma Twitter.

A mensagem é acompanhada por um vídeo que mostra uma camisola branca com a palavra "Liberdade" igual à que Kirk vestia quando foi fatalmente baleado durante um dos seus eventos, e sobre a qual foram projetadas imagens do jovem controverso, um dos principais defensores das políticas do Presidente, Donald Trump.

"Charlie Kirk mudou o curso da história americana. A sua coragem, convicção e amor pelo seu país jamais serão esquecidos", acrescentou a Casa Branca, incluindo no comunicado gravações dos momentos finais do ativista antes de ser morto enquanto discursava para uma multidão na Universidade Utah Valley em 10 de setembro de 2025.

A Turning Point, organização fundada pelo ativista e agora liderada pela sua viúva, Erika Kirk, organizou igualmente um evento nesta quinta-feira para marcar o primeiro aniversário da morte do seu fundador.

A organização observou que o evento "Liberdade Construída para Durar" procura homenagear Kirk como um "homem de fé, marido, pai e defensor da liberdade de expressão" e refletir sobre o seu legado duradouro.

Kirk foi um dos principais promotores do movimento "Make America Great Again" (MAGA) de Donald Trump e uma figura-chave na campanha eleitoral de 2024, além de ter ajudado na nomeação de pessoas para cargos governamentais durante a estruturação do segundo mandato do político republicano.

Trump concedeu-lhe postumamente a Medalha Presidencial da Liberdade, e a sua Administração retaliou contra aqueles que questionaram Kirk pelas declarações controversas do ativista, chegando ao ponto de revogar os vistos de vários estrangeiros que celebraram a sua morte.

Tyler Robinson, acusado de disparar contra Kirk, enfrenta acusações de homicídio qualificado, entre outros crimes, e o processo judicial ainda está em fase preliminar.

O ativista foi sepultado num funeral público com a presença de altos funcionários da Casa Branca, no Arizona.

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