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Atores de Hollywood juntam-se a argumentistas em greve histórica
O sindicato que representa os atores de Hollywood anunciou oficialmente uma greve a ter início à meia-noite desta sexta-feira (7h00 em Portugal). Os atores juntam-se, assim, aos argumentistas que desde maio entraram em paralisação por melhores salários e mais garantias na era do streaming e da Inteligência Artificial. É a primeira vez em mais de seis décadas que os profissionais das duas áreas se unem numa greve.
Os argumentistas de Hollywood iniciaram a paralisação no início de maio. Agora, os cerca de 11.500 membros do sindicato Writers Guild of America (WGA) passam a ter a companhia de muitos dos 160.000 membros do sindicato de atores Sag-Aftra.
“Chega um momento em que temos de dizer não: não vamos continuar a aceitar isto”, declarou o presidente do Sag-Aftra, Fran Drescher, em conferência de imprensa. “Não é possível mudar-se tanto o modelo de negócios quanto já se mudou e não fazer alterações nos contratos também”.
“Se não nos erguermos agora, estaremos todos em sarilhos”, acrescentou o responsável.
Os profissionais das duas áreas queixam-se de serem cada vez pior compensados pelos seus trabalhos, à medida que cada vez mais filmes e séries migram para plataformas de streaming como a Netflix ou HBO. Receiam também que a indústria tente substitui-los com a ajuda da Inteligência Artificial.
Ainda não é certo que atores participarão na greve. No entanto, em junho, uma carta assinada por personalidades como Meryl Streep ou Jennifer Lawrence pedia aos líderes sindicais que não aceitassem um acordo medíocre, aproveitando aquela que consideraram uma importante e histórica negociação.
Estreias de filmes e entregas de prémios arriscam adiamentos
Desde 1960 que argumentistas e atores de Hollywood não faziam greve em simultâneo. Desta vez, espera-se que a paralisação afete a maioria das produções de filmes e séries produzidas nesse distrito e tenha impactos significativos na economia de Los Angeles.
Perante a probabilidade de algumas das maiores estrelas de Hollywood entrarem em greve, é possível que as estreias de filmes previstas para este verão e outono sejam canceladas e que a entrega de prémios Emmy seja adiada.
A associação Alliance of Motion Picture and Television Producers, que representa centenas de empresas de produção de séries e filmes nas negociações com os sindicatos, disse estar “profundamente desapontada com o facto de a Sag-Aftra decidir abandonar as negociações”.
c/ agências
“Chega um momento em que temos de dizer não: não vamos continuar a aceitar isto”, declarou o presidente do Sag-Aftra, Fran Drescher, em conferência de imprensa. “Não é possível mudar-se tanto o modelo de negócios quanto já se mudou e não fazer alterações nos contratos também”.
“Se não nos erguermos agora, estaremos todos em sarilhos”, acrescentou o responsável.
Os profissionais das duas áreas queixam-se de serem cada vez pior compensados pelos seus trabalhos, à medida que cada vez mais filmes e séries migram para plataformas de streaming como a Netflix ou HBO. Receiam também que a indústria tente substitui-los com a ajuda da Inteligência Artificial.
Ainda não é certo que atores participarão na greve. No entanto, em junho, uma carta assinada por personalidades como Meryl Streep ou Jennifer Lawrence pedia aos líderes sindicais que não aceitassem um acordo medíocre, aproveitando aquela que consideraram uma importante e histórica negociação.
Estreias de filmes e entregas de prémios arriscam adiamentos
Desde 1960 que argumentistas e atores de Hollywood não faziam greve em simultâneo. Desta vez, espera-se que a paralisação afete a maioria das produções de filmes e séries produzidas nesse distrito e tenha impactos significativos na economia de Los Angeles.
Perante a probabilidade de algumas das maiores estrelas de Hollywood entrarem em greve, é possível que as estreias de filmes previstas para este verão e outono sejam canceladas e que a entrega de prémios Emmy seja adiada.
A associação Alliance of Motion Picture and Television Producers, que representa centenas de empresas de produção de séries e filmes nas negociações com os sindicatos, disse estar “profundamente desapontada com o facto de a Sag-Aftra decidir abandonar as negociações”.
“Em vez de continuar a negociar, a Sag-Aftra colocou-nos num caminho que irá aprofundar as dificuldades financeiras de milhares de pessoas que dependem da indústria para sobreviverem”, lamentou a entidade.
Não há previsão de quanto tempo o movimento pode durar. Os atores não fazem greve desde 1980, sendo que a última greve dos argumentistas, que data de 2007-2008, durou 100 dias e custou ao setor dois mil milhões de dólares.
c/ agências