Mundo
Austrália enfrenta morte e regiões reduzidas a cinzas
As autoridades australianas temem um aumento drástico do número de vítimas mortais em consequência dos fogos florestais que estão a arrasar o Sudeste do país desde sábado. O último balanço aponta para 171 mortos naquela que é considerada a maior catástrofe natural do último século na Austrália, mas o número deve aumentar agora que os bombeiros e o exército começam a entrar em zonas até ao momento inacessíveis.
Desde sábado que as chamas estão a varrer o Sul do país sem piedade, tendo destruído 750 casas e 340 mil hectares de florestas e área urbana nos estados de Victória, Nova Gales do Sul e Melbourne.
Victória é o Estado mais atingido com várias localidades transformadas em cinzas. Apesar de contar com cerca de 15 mil habitantes de nacionalidade portuguesa, não há até ao momento registo vítimas lusas.
A região de Kinglake, zona rural 80 quilómetros a Norte de Melbourne, é a mais fustigada pelas chamas, com o último balanço a apontar para 63 mortes e 550 casas destruídas.
Ao início da manhã desta segunda-feira, havia ainda várias dezenas de fogos que continuavam activos nos estados de Victória e Nova Gales do Sul, com os cerca de três mil bombeiros a serem auxiliados por activos do exército australiano.
As autoridades temem agora que com o acesso a zonas fechadas pelo fogo a contabilidade de vítimas venha a subir.
O primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd, que está a visitar as zonas atingidas pelos incêndios, qualifica a situação de catastrófica.
"O inferno em toda a sua fúria abateu-se sobre a população do Estado de Victória nas últimas 24 horas", declarou Kevin Rudd depois de ordenar ao exército para que se juntasse aos bombeiros no combate às chamas.
O chefe do Governo deixou ainda no ar a ideia de que por detrás da catástrofe poderia estar mão humana, falando de assassínio em massa com a promessa de punições exemplares para os culpados.
"Alguns incêndios começaram em localidades onde só podiam ser ateados de propósito, nunca provocados por causas naturais", acrescentaria um alto responsável da polícia do Estado de Victória.
Várias localidades caíram literalmente em cinzas
Centenas de casas foram totalmente arrasadas e numerosas vítimas ficaram encurraladas em estradas com árvores caídas, tendo morrido dentro das viaturas.
O maior número de mortes ocorreu a Noroeste de Melbourne, segunda maior cidade da Austrália e capital do Estado de Victória, com as chamas a chegar aos bairros habitacionais.
O Governo de Camberra disponibilizou entretanto um fundo de emergência de 3,6 milhões de euros para ajudar as vítimas da catástrofe.
Pior incêndio dos últimos 110 anos
A Austrália debateu-se com o último grande incêndio em 1983. Nesse ano, 3.000 casas ficaram destruídas e 75 pessoas perderam a vida no Estado de Victória.
Em 1939, 650 casas destruídas e 71 mortos faziam o balanço de outro dos piores registos em termos de incêndios num país muito habituado a lidar com este tipo de catástrofe, umas vezes natural, outras fruto da intervenção de mão criminosa.
Victória é o Estado mais atingido com várias localidades transformadas em cinzas. Apesar de contar com cerca de 15 mil habitantes de nacionalidade portuguesa, não há até ao momento registo vítimas lusas.
A região de Kinglake, zona rural 80 quilómetros a Norte de Melbourne, é a mais fustigada pelas chamas, com o último balanço a apontar para 63 mortes e 550 casas destruídas.
Ao início da manhã desta segunda-feira, havia ainda várias dezenas de fogos que continuavam activos nos estados de Victória e Nova Gales do Sul, com os cerca de três mil bombeiros a serem auxiliados por activos do exército australiano.
As autoridades temem agora que com o acesso a zonas fechadas pelo fogo a contabilidade de vítimas venha a subir.
O primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd, que está a visitar as zonas atingidas pelos incêndios, qualifica a situação de catastrófica.
"O inferno em toda a sua fúria abateu-se sobre a população do Estado de Victória nas últimas 24 horas", declarou Kevin Rudd depois de ordenar ao exército para que se juntasse aos bombeiros no combate às chamas.
O chefe do Governo deixou ainda no ar a ideia de que por detrás da catástrofe poderia estar mão humana, falando de assassínio em massa com a promessa de punições exemplares para os culpados.
"Alguns incêndios começaram em localidades onde só podiam ser ateados de propósito, nunca provocados por causas naturais", acrescentaria um alto responsável da polícia do Estado de Victória.
Várias localidades caíram literalmente em cinzas
Centenas de casas foram totalmente arrasadas e numerosas vítimas ficaram encurraladas em estradas com árvores caídas, tendo morrido dentro das viaturas.
O maior número de mortes ocorreu a Noroeste de Melbourne, segunda maior cidade da Austrália e capital do Estado de Victória, com as chamas a chegar aos bairros habitacionais.
O Governo de Camberra disponibilizou entretanto um fundo de emergência de 3,6 milhões de euros para ajudar as vítimas da catástrofe.
Pior incêndio dos últimos 110 anos
A Austrália debateu-se com o último grande incêndio em 1983. Nesse ano, 3.000 casas ficaram destruídas e 75 pessoas perderam a vida no Estado de Victória.
Em 1939, 650 casas destruídas e 71 mortos faziam o balanço de outro dos piores registos em termos de incêndios num país muito habituado a lidar com este tipo de catástrofe, umas vezes natural, outras fruto da intervenção de mão criminosa.