Austrália vai criar superministério para a segurança interna

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O primeiro-ministro da Austrália, Malcolm Turnbull, anunciou hoje que vai concentrar num único Ministério a direção política da polícia e agências de Segurança interna do país.

O ministro do Interior australiano, Peter Dutton, vai ver a sua tutela reforçada com as competências da Polícia Federal, Polícia Fronteiriça e agência de serviços secretos, ASIO, no âmbito desta reforma, cuja implementação vai demorar um ano.

Turnbull justificou a medida como necessária para abordar a complexidade e rápida evolução dos desafios na segurança que o país enfrenta, incluindo o terrorismo doméstico, o crime organizado internacional e os crimes cibernéticos.

"Necessitamos destas reformas não porque o sistema não funcione, mas porque o nosso ambiente de segurança evolui com rapidez", disse Turnbull numa conferência de imprensa transmitida pela estação ABC.

"Quando se trata da nossa segurança nacional, devemos ir um passo à frente dos riscos que nos ameaçam. Não há lugar para a complacência", acrescentou.

Turnbull disse que a medida representa a maior reforma na segurança interna em 40 anos e garantiu que a criação do "superministério" toma decisões semelhantes às de outros países como o Reino Unido.

Isto inclui a criação de um escritório de inteligência nacional que atuará como coordenador e um novo centro para a cibersegurança.

A reforma foi aprovada apesar da resistência inicial da procuradora-geral, George Brandis, da ministra dos Negócios Estrangeiros, Julie Bishop, e do ministro da Justiça, Michael Kenan, que perdem competências.

Em setembro de 2014, a Austrália elevou para alto o alerta terrorista e aprovou uma série de leis antiterroristas para evitar atentados no seu território.

Desde então a Austrália sofreu cinco ações violentas e frustrou 12 planos para cometer atentados.

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