Autarca de Charlotte (EUA) pede a Clinton que adie visita à cidade devido a violência
Washington, 24 set (Lusa) -- A presidente da câmara de Charlotte (EUA), Jennifer Roberts, pediu hoje à candidata democrata à Casa Branca, Hillary Clinton, que adie a viagem que tinha planeada à cidade no domingo devido ao crispado clima de tensão.
Roberts, também democrata, disse à CNN que prefere "recuperar a ordem e normalidade" na cidade antes de receber os candidatos presidenciais.
A autarca alargou o convite ao candidato republicano, Donald Trump, que, sem anunciar uma data concreta, expressou também desejo de viajar até Charlotte na próxima semana.
"Apreciamos o apoio dos candidatos. Apreciamos que estejam preocupados com Charlotte", disse Roberts.
A cidade tem sido palco de violentos distúrbios após a morte do afro-americano Keith Lamont, na terça-feira, às mãos da polícia.
Scott foi baleado pelo agente Brentley Vinson durante um confronto no parque de estacionamento de um complexo residencial, onde a polícia se deslocou à procura de outro homem.
A viúva da vítima, Rakeyia, publicou na sexta-feira um vídeo em que a própria surge pedindo aos agentes que não disparem contra o seu marido já que, segundo diz, estava desarmado.
No vídeo, divulgado pelo canal NBC News, não se vê o momento em que Scott é abatido pela polícia, mas ouv-se a mulher a dizer "Não disparem, ele não está armado, não vai fazer nada".
Rakeyia explicou aos agentes que Scott tinha tomado medicamentos para tratar uma lesão cerebral.
A polícia acusou Scott de estar armado -- num estado em que é legal ter armas, mediante licença -- e de representar uma "ameaça de morte iminente" para os agentes, um relato que familiares e testemunhas rejeitam.
A família disponibilizou as imagens enquanto a opinião pública aguarda que a polícia de Charlotte divulgue os vídeos gravados pelas câmaras dos agentes envolvidos no caso.
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