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Autor do atentado de Atlanta condenado a prisão perpétua

O autor do atentado nos Jogos Olímpicos de Atlanta, Eric Rudolph, 38 anos, foi hoje condenado a prisão perpétua por um outro atentado, em Janeiro de 1998, contra uma clínica que pratica abortos em Birmingham (Alabama, sul dos Estados Unidos).

Agência LUSA /

Este militante de extrema-direita, "em cruzada" contra o aborto, declarou-se culpado em Abril de vários atentados, e negociou com a Justiça norte-americana para não ser condenado à pena de morte.

Rudolph aceitou revelar o local onde escondeu mais de uma centena de quilogramas de explosivos, em troca da redução da pena para prisão perpétua.

Hoje, na audiência, justificou os seus actos contra as "fábricas de aborto".

"Visei-as por aquilo que elas faziam - disse - Elas matavam 50.000 bebés por semana. O aborto é assassínio. Para mim, não é um direito mas antes um dever moral proteger o meu próximo".

O juiz Lynnwood Smith instou o condenado a "sentir pena e remorsos". "Com o objectivo expresso de proteger a vida humana, o senhor matou, e esse é um enigma impossível de resolver", declarou.

"Cometeu este crime a sangue frio (Ó) Arvorou-se em ser superior. Comportou-se como os nazis que procuravam erradicar alguns segmentos da população", acrescentou.

Eric Rudolph reconheceu ter colocado a bomba durante os Jogos Olímpicos de Atlanta (Geórgia, sul) em Julho de 1996. A explosão causou a morte de uma pessoa e feriu mais de uma centena de outras.

Por este crime, Rudolph deve também ser condenado a prisão perpétua durante uma audiência em Agosto.

Em Janeiro de 1997 fez explodir uma bomba num centro de planeamento familiar na Geórgia, causando mais de 50 feridos. Doze meses depois, atacou uma clínica que praticava abortos em Birmingham, incidente em que morreu um polícia e uma enfermeira ficou ferida com gravidade.

É também acusado de um ataque a um bar "gay" de Atlanta, que fez cinco feridos em 1997.

Marceneiro de profissão, Rudolph reivindicou os três últimos atentados em nome de um misterioso "exército de Deus".

Foi capturado em Maio de 2003, depois de cinco anos em fuga nas montanhas da Carolina do Norte, onde foi protegido pela população local.

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