Mundo
Autoria de atentados em Mumbai continua por atribuir
A autoria dos atentados em Mumbai ainda não foi reivindicada, mas o ministro do Interior disse que todos os grupos “hostis para com a Índia” estão a ser tratados como suspeitos e rejeita acusações de negligência dos serviços secretos. Os líderes políticos mundiais já condenaram as explosões de bombas rudimentares, que provocaram pelo menos 17 mortes. Mais de 130 pessoas ficaram feridas, 23 das quais em estado grave.
Três bombas, feitas de nitrato de amónio com detonadores elétricos, explodiram, com um intervalo de 15 minutos em três diferentes zonas de Mumbai. Os ataques ocorreram em três zonas comerciais no Sul e no Norte da cidade, ao final da tarde de ontem, pelas 14h15 de Lisboa. Foram utilizados para o efeito pelo menos uma viatura e uma moto, de acordo com fontes oficiais citadas pela Al Jazeera.
Foram atingidas a zona da ópera, caracterizada pela concentração de comerciantes de diamantes, a área do bazar Zaveri, onde se negoceiam ouro e prata, e a rua Dadar, que concentra comércio muçulmano e hindu, foram as atingidas. Os dispositivos foram colocados numa paragem de autocarro, sob lixo amontoado na rua e debaixo de um guarda-chuva.
“Penso que estes locais foram escolhidos por causa da afluência de população e riqueza das ruas (…) Escolheram lugares onde até mesmo uma explosão de fraca intensidade pode ter um grande impacto”, comentou o ministro do Interior, em conferência de imprensa.
Os ataques não foram reivindicados até ao momento, mas Palaniappan Chidambaram avisa que “todos os grupos hostis para com a Índia estão sob vigilância. Não descartamos nenhuma hipótese, analisamos todos para encontrar quem está por detrás dos ataques”.
A polícia cobriu provas com grandes plásticos, está a analisar imagens recolhidas em circuito fechado de televisão e a interrogar todas as vítimas feridas.
Ministro rejeita negligência de serviços secretos
As explicações do ministro não convencem os habitantes de Mumbai, que apontam falhas nos serviços secretos. Evocam de imediato as explosões de novembro de 2008 e as 166 vítimas mortais, e o facto de os mesmos bairros serem de novo visados.
A Índia acusou a organização islâmica Lashkar-e-Taiba, com base no Paquistão, de autoria do atentado. A Índia acusa o Paquistão de apoiar e estimular os ataques no seu território. As negociações entre os dois países foram suspensas após o 2008, mas foram recentemente retomadas. O ministro indiano dos Negócios Estrangeiros prevê reunir-se, no final do mês, com o homólogo paquistanês.
“Vivemos na região mais convulsionada do mundo. Paquistão e Afeganistão são o foco do terrorismo. Somos seus vizinhos (…) Qualquer parte da Índia é vulnerável”, afirma o ministro, rejeitando qualquer acusação de negligência nos serviços secretos. Chidambaram refere que foram “neutralizadas” várias tentativas desde 2008. O último atentado perpetrado na Índia foi em fevereiro de 2008, na cidade de Pune, e provocou 16 mortes.
O ministro considera que os atentados terroristas perpetrados na Índia desde a independência de 1947 visam impedir a “unidade, integridade e prosperidade” do país. “Há elementos hostis à Índia que não querem que o país tenha crescimento e prospere; são estes elementos que estão por trás das explosões”.
Condenação internacional
Os atentados ontem perpetrados mereceram referência dos principais líderes mundiais. O presidente norte-americano classificou-os de “revoltantes” e a sua secretária de Estado declarou que pretende manter a viagem prevista para a próxima semana.
“Acredito que é mais importante do que nunca apoiar a Índia, aprofundar a nossa parceria, e reafirmar o nosso compromisso para uma luta conjunta contra o terrorismo”, declarou Hillary Clinton.
Em França, Sarkozy condenou “com a máxima firmeza a violência covarde e cega” dos atentados, qualificados de “bárbaros” pelo seu ministro dos Negócios Estrangeiros, Alain Juppé.
O Reino Unido também enviou uma mensagem de solidariedade para com a Índia. “Estamos comprometidos em trabalhar com o Governo indiano e os nossos aliados para combater a ameaça do terrorismo em todas as suas formas”, dizia o secretário dos Assuntos Externos, William Hague.
Foram atingidas a zona da ópera, caracterizada pela concentração de comerciantes de diamantes, a área do bazar Zaveri, onde se negoceiam ouro e prata, e a rua Dadar, que concentra comércio muçulmano e hindu, foram as atingidas. Os dispositivos foram colocados numa paragem de autocarro, sob lixo amontoado na rua e debaixo de um guarda-chuva.
“Penso que estes locais foram escolhidos por causa da afluência de população e riqueza das ruas (…) Escolheram lugares onde até mesmo uma explosão de fraca intensidade pode ter um grande impacto”, comentou o ministro do Interior, em conferência de imprensa.
Os ataques não foram reivindicados até ao momento, mas Palaniappan Chidambaram avisa que “todos os grupos hostis para com a Índia estão sob vigilância. Não descartamos nenhuma hipótese, analisamos todos para encontrar quem está por detrás dos ataques”.
A polícia cobriu provas com grandes plásticos, está a analisar imagens recolhidas em circuito fechado de televisão e a interrogar todas as vítimas feridas.
Ministro rejeita negligência de serviços secretos
As explicações do ministro não convencem os habitantes de Mumbai, que apontam falhas nos serviços secretos. Evocam de imediato as explosões de novembro de 2008 e as 166 vítimas mortais, e o facto de os mesmos bairros serem de novo visados.
A Índia acusou a organização islâmica Lashkar-e-Taiba, com base no Paquistão, de autoria do atentado. A Índia acusa o Paquistão de apoiar e estimular os ataques no seu território. As negociações entre os dois países foram suspensas após o 2008, mas foram recentemente retomadas. O ministro indiano dos Negócios Estrangeiros prevê reunir-se, no final do mês, com o homólogo paquistanês.
“Vivemos na região mais convulsionada do mundo. Paquistão e Afeganistão são o foco do terrorismo. Somos seus vizinhos (…) Qualquer parte da Índia é vulnerável”, afirma o ministro, rejeitando qualquer acusação de negligência nos serviços secretos. Chidambaram refere que foram “neutralizadas” várias tentativas desde 2008. O último atentado perpetrado na Índia foi em fevereiro de 2008, na cidade de Pune, e provocou 16 mortes.
O ministro considera que os atentados terroristas perpetrados na Índia desde a independência de 1947 visam impedir a “unidade, integridade e prosperidade” do país. “Há elementos hostis à Índia que não querem que o país tenha crescimento e prospere; são estes elementos que estão por trás das explosões”.
Condenação internacional
Os atentados ontem perpetrados mereceram referência dos principais líderes mundiais. O presidente norte-americano classificou-os de “revoltantes” e a sua secretária de Estado declarou que pretende manter a viagem prevista para a próxima semana.
“Acredito que é mais importante do que nunca apoiar a Índia, aprofundar a nossa parceria, e reafirmar o nosso compromisso para uma luta conjunta contra o terrorismo”, declarou Hillary Clinton.
Em França, Sarkozy condenou “com a máxima firmeza a violência covarde e cega” dos atentados, qualificados de “bárbaros” pelo seu ministro dos Negócios Estrangeiros, Alain Juppé.
O Reino Unido também enviou uma mensagem de solidariedade para com a Índia. “Estamos comprometidos em trabalhar com o Governo indiano e os nossos aliados para combater a ameaça do terrorismo em todas as suas formas”, dizia o secretário dos Assuntos Externos, William Hague.