Avião da CIA fez escala no aeroporto de Helsínquia, noticia jornal finlandês

A Finlândia terá também servido de escala a um avião utilizado pela CIA para transportar alegados terroristas islamitas, noticia hoje um jornal finlandês.

Agência LUSA /

Segundo o diário Borgaabladet, um quadrimotor Lockheed C-130 Hercules com matrícula dos Estados Unidos aterrou no aeroporto internacional de Helsínquia-Vantaa, a 16 de Maio de 2003 - cinco semanas depois da queda do regime iraquiano de Saddam Hussein -, antes de descolar com destino a Estocolmo.

O aparelho tinha uma matrícula do estado de Montana, com o número N8213G. No avião estava escrito "Prescott".

De acordo com a imprensa norte-americana, a firma Prescott Support servia de cobertura para o transporte de prisioneiros da CIA.

Até à data, as autoridades finlandesas têm afirmado que nenhum avião-prisão norte-americano aterrou em território da Finlândia.

A imprensa tem dado conta de escalas que estes aviões terão efectuado em vários países europeus, nomeadamente em Espanha, Noruega e Suécia, suscitando pedidos de explicações aos Estados Unidos, Segundo jornais norte-americanos, os aviões servem para transportar presos para países onde são torturados.

Dick Marty, da comissão que está a investigar denúncias da existência de prisões secretas da CIA na Europa, informou terça-feira que o Conselho da Europa não encontrou provas, mas há "fortes indícios" de que estas cadeias existam.

O senador e antigo procurador suíço foi nomeado, a 07 de Novembro, relator da comissão de questões jurídicas da assembleia parlamentar do Conselho da Europa, com vista à próxima reunião da comissão permanente, prevista para sexta- feira em Bucareste.

Interrogado pela Agência France Presse, Marty indicou ter pedido explicações às autoridades norte-americanas sobre uma lista da organização Human Rights Watch de "31 aviões com ligações directas ou indirectas com a CIA".

"Falamos de Genebra, de Espanha, da Noruega (Ó) Há uma série de indícios perturbadores, fortes indícios, de aviões que aterraram em certas zonas sem explicação", salientou o senador suíço.

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