Mundo
Avião de carga militar cai após a descolagem em Sevilha
Um avião militar A400M caiu este sábado a cerca de quilómetro e meio a norte do Aeroporto de San Pablo de Sevilha, no sul de Espanha. O acidente terá provocado pelo menos quatro vítimas mortais.
De acordo com o jornal El Pais e o El Mundo, pelo menos quatro pessoas morreram, segundo informação dos serviços de socorro. A mesma fonte adiantou ao jornal que há dois feridos, um deles em estado grave e o outro em estado muito grave, politraumatizado e com queimaduras de segundo e terceiro grau. Todos os tripulantes eram espanhóis, funcionários da empresa Airbus.
Inicialmente, a Empresa Pública de Emergências Sanitárias espanhola confirmou a existência de três vítimas mortais, dois feridos graves e um desaparecido, que acabaria por ser encontrado já cadáver entre os destroços.
Segundo a agência de notícias espanhola EFE, a informação foi avançada pelo delegado do Governo de Andaluzia, Antonio Sanz, em declarações aos jornalistas, nas quais confirma que no A400M seguiam apenas estes seis tripulantes.
Avião embateu em linha de alta tensão
O piloto do A400M terá informado a torre de controlo que o aparelho tinha uma avaria. Ainda tentou uma aterragem de emergência, mas embateu numa linha de alta tensão, adianta o El Mundo. O aparelho estava em testes e seria destinado à Turquia, de acordo com um comunicado emitido pela Airbus. Foi o próprio presidente do Governo espanhol quem deu conta da presença de “oito a dez pessoas” a bordo do avião de carga, de acordo com informação que dispunha na altura.
A montagem dos A400M é feita na fábrica da Airbus Military em Sevilha. A construtora já formou uma célula de crise para responder ao desastre.
Mariano Rajoy cancelou um evento de campanha em Tenerife, nas Canárias, para vir a público lamentar o desastre aéreo: “Solidarizamo-nos com as vítimas e famílias. Estamos à disposição de todas as famílias”. A queda deu-se já fora do perímetro do aeroporto sevilhano, numa zona desabitada a norte daquela infraestrutura. Ainda assim, foram canceladas todas as partidas e chegadas. Os aviões foram desviados para Málaga e Jerez. O aeroporto de Sevilha já reabriu ao tráfego aéreo.
O A400 M é o maior avião militar de hélice do mundo. Começou a ser produzido em 2011 e é considerado o substituto do histórico Hércules C130. Este é o primeiro acidente fatal a envolver este novo modelo.
Sete países na carteira da Airbus
A produção industrial do A400M teve início em 2011. O projeto nasceu em 2003, na sequência de um acordo entre a Airbus e os governos de Alemanha, França, Espanha, Reino Unido, Bélgica, Luxemburgo e Turquia.

Foto: Airbus/ EPA
Estes sete países assumiram junto da construtora o compromisso de adquirir 180 aviões militares de carga, lê-se na edição online do diário espanhol El País. O aparelho envolvido nos testes teria como destino a Turquia.
A Airbus tem yma fábrica de montagem em San Pablo e utiliza o aeroporto da capital da Andaluzia para a realização de testes.
O investimento inicial foi calculado em 20 mil milhões de euros. Mas as necessidades tecnológicas do projeto obrigaram a orçamentar 11 mil milhões adicionais. No caso de Espanha, lembra ainda El País, Madrid acertou a compra de 27 aparelhos. A primeira entrega estava prevista para o início do próximo ano.
Inicialmente, a Empresa Pública de Emergências Sanitárias espanhola confirmou a existência de três vítimas mortais, dois feridos graves e um desaparecido, que acabaria por ser encontrado já cadáver entre os destroços.
Segundo a agência de notícias espanhola EFE, a informação foi avançada pelo delegado do Governo de Andaluzia, Antonio Sanz, em declarações aos jornalistas, nas quais confirma que no A400M seguiam apenas estes seis tripulantes.
Avião embateu em linha de alta tensão
O piloto do A400M terá informado a torre de controlo que o aparelho tinha uma avaria. Ainda tentou uma aterragem de emergência, mas embateu numa linha de alta tensão, adianta o El Mundo. O aparelho estava em testes e seria destinado à Turquia, de acordo com um comunicado emitido pela Airbus. Foi o próprio presidente do Governo espanhol quem deu conta da presença de “oito a dez pessoas” a bordo do avião de carga, de acordo com informação que dispunha na altura.
A montagem dos A400M é feita na fábrica da Airbus Military em Sevilha. A construtora já formou uma célula de crise para responder ao desastre.
Mariano Rajoy cancelou um evento de campanha em Tenerife, nas Canárias, para vir a público lamentar o desastre aéreo: “Solidarizamo-nos com as vítimas e famílias. Estamos à disposição de todas as famílias”. A queda deu-se já fora do perímetro do aeroporto sevilhano, numa zona desabitada a norte daquela infraestrutura. Ainda assim, foram canceladas todas as partidas e chegadas. Os aviões foram desviados para Málaga e Jerez. O aeroporto de Sevilha já reabriu ao tráfego aéreo.
O A400 M é o maior avião militar de hélice do mundo. Começou a ser produzido em 2011 e é considerado o substituto do histórico Hércules C130. Este é o primeiro acidente fatal a envolver este novo modelo.
Sete países na carteira da Airbus
A produção industrial do A400M teve início em 2011. O projeto nasceu em 2003, na sequência de um acordo entre a Airbus e os governos de Alemanha, França, Espanha, Reino Unido, Bélgica, Luxemburgo e Turquia.
Foto: Airbus/ EPA
Estes sete países assumiram junto da construtora o compromisso de adquirir 180 aviões militares de carga, lê-se na edição online do diário espanhol El País. O aparelho envolvido nos testes teria como destino a Turquia.
A Airbus tem yma fábrica de montagem em San Pablo e utiliza o aeroporto da capital da Andaluzia para a realização de testes.
O investimento inicial foi calculado em 20 mil milhões de euros. Mas as necessidades tecnológicas do projeto obrigaram a orçamentar 11 mil milhões adicionais. No caso de Espanha, lembra ainda El País, Madrid acertou a compra de 27 aparelhos. A primeira entrega estava prevista para o início do próximo ano.