Avião não terá explodido antes de uma queda a pique

O avião da Air France que caiu ao mar na passada segunda-feira não terá explodido antes da queda. A revelação foi feita pelas autoridades brasileiras que se baseiam no facto de terem sido encontradas manchas de óleo no mar que não foi queimado. Foi revelado ainda que o avião enviou seis sinais automáticos de alerta no período de quatro minutos que antecedeu a queda.

RTP /
As manchas de óleo são bem visíveis em pleno Oceano Atlântico. Brazilian Defence Ministry/HO/EPA

As palavras são do ministro brasileiro da Defesa, Nelson Jobim, que confirma a presença de óleo no mar onde foram encontrados destroços do Airbus da Air France, o que pode indicar que não houve explosão antes da queda e que este terá caído a pique.

Nas últimas horas foi também revelado que o avião enviou seis sinais automáticos de alerta no período de quatro minutos que antecedeu a queda e que a última mensagem indicava que a cabine estava em velocidade vertical, ou seja, o avião estava a cair a pique.

"Se temos mancha de óleo é porque o óleo não foi queimado", afirmou o ministro durante uma conferência de imprensa realizada em Brasília onde foi ainda dito não haver qualquer dúvida sobre o local do acidente.

A queda do avião ocorreu perto do Arquipélago de São Pedro e São Paulo, próximo à cordilheira meso-atlântica, cuja origem está relacionada com a dinâmica tectónica das placas sul-americana e africana, uma região de cadeias de montanhas de difícil acesso e cuja profundidade varia entre os 2 000 e os 3 000 metros.

Confirma-se assim que esta área não é controlada por radares e a comunicação faz-se apenas por rádio o que significa que não há qualquer tipo de informações sobre a altitude do avião quando se deu o acidente.

Não foi encontrado qualquer corpo
Outra informação dada pelo ministro brasileiro é de que até ao momento nenhum corpo foi encontrado.

Ontem os aviões da Força Aérea Brasileira encontraram novas faixas de destroços a 90 quilómetros de onde se avistaram no dia anterior os primeiros sinais do avião desaparecido a 650 quilómetros do Arquipélago Fernando de Noronha e ainda uma mancha de óleo de 20 quilómetros de extensão.

Nesta altura os navios da Marinha do Brasil já começaram a recolher os destroços do Airbus com as buscas a serem feitas num raio de 200 quilómetros a partir do ponto em que houve a primeira detecção dos destroços por um avião da Força Aérea Brasileira.

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