Bagdad e governo curdo prolongam prazo para evitar confronto em Kirkuk
Bagdad, 15 out (Lusa) -- O governo do Iraque e as autoridades autónomas do Curdistão prolongaram de hoje até segunda-feira o prazo para resolver a situação da cidade disputada de Kirkuk, em torno da qual estão forças de ambas as partes.
Ao final da manhã, o presidente da região autónoma do Curdistão, Massud Barzani, reuniu-se com o presidente do Iraque, o também curdo Fuad Massum, numa tentativa de acalmar a tensão, depois de, de madrugada, ter chegado ao fim o ultimato de 48 horas dado pelo primeiro-ministro do Iraque, Haidar al-Abadi, aos curdos para entregarem Kirkuk.
Paralelamente, dirigentes do Partido Democrático do Curdistão (PDK), de Barzani, e da União Patriótica do Curdistão (UPK), de Massum, reuniram-se em Dukan, na província curda de Suleimanyah.
Os combatentes curdos, os `peshmergas`, dividem-se entre os dois partidos, mas as forças curdas que estão em Kirkuk, e que Bagdad quer ver desmobilizadas, dependem do UPK.
Os encontros serviram para abordar a crise suscitada pelo referendo sobre a independência que se realizou a 25 de setembro nas províncias curdas e em algumas localidades sob a tutela de Bagdad mas controladas pelas forças curdas.
Kirkuk foi incluída no referendo de 25 de setembro, apesar de não pertencer à região autónoma do Curdistão iraquiano. A cidade, etnicamente diversa, é administrada pelos curdos desde 2014, quando o exército iraquiano fugiu ao avanço dos `jihadistas` do grupo Estado Islâmico.
O Iraque exige agora recuperar o controlo da cidade e da província de Kirkuk, rica em petróleo.