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Balanço desolador do incêndio do Museu Nacional do Brasil
Retratos, sons da selva, pássaros e borboletas, são apenas palavras que se dizem, porque a maior parte do património do Museu Nacional do Brasil é agora memória sem existência.
Quase de certeza, o mais antigo fóssil humano da América do Sul, com 12 mil anos, chamado Luzia, ardeu no fogo de domingo; para além da coleção de egiptologia iniciada pelo imperador do Brasil, D Pedro I.
Há também o Dinoprata, o dinossauro encontrado em Minas Gerais, que viveu há cerca de 80 milhões de anos - 13 metros e nove toneladas em cinzas.
Desde o século XVIII que o chamado Paço de São Cristovão, na Quinta da Bela Vista no Rio de Janeiro tem uma história ligada à nacionalidade e património do Brasil.
De visita oficial ao Brasil, o Ministro da Cultura Luís Castro Mendes lamenta a perda patrimonial. A próxima colaboração entre o Museu Nacional de Arte Antiga e o Museu Nacional do Brasil seria uma grande exposição sobre D. João VI, preparada ainda para este ano, com o empréstimo de dois esboços da coleção portuguesa.