Banco Mundial disponibiliza ajuda de 172 milhões de euros à Colômbia
O Banco Mundial anunciou hoje que já disponibilizou 200 milhões de dólares (cerca de 172 milhões de euros) em ajuda de emergência para apoiar o governo colombiano na sequência do sismo de segunda-feira.
"Até 13 de agosto, o Banco Mundial desembolsou 200 milhões de dólares em ajuda de emergência. O grupo lançou também um estudo rápido para determinar o custo do terramoto, para ajudar o governo a dispor de uma primeira estimativa sobre o impacto económico" do sismo, sublinhou a instituição sediada em Washington.
As autoridades colombianas atualizaram, entretanto, o balanço de vítimas do sismo para 285 mortos e 379 desaparecidos.
O balanço anterior, divulgado pelo Presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, apontava para 281 mortos, 3.971 feridos e 379 desaparecidos.
A Unidade Nacional para a Gestão do Risco de Catástrofes (UNGRD) colombiana disse que o número de habitações danificadas diminuiu de 74.873 para 73.455, uma vez que as equipas de engenharia continuam a realizar avaliações locais sobre o estado real das habitações afetadas.
Além disso, 2.205 estabelecimentos de ensino apresentam danos, 121 edifícios ruíram e 240 centros de saúde foram afetados, assim como 44 pontes.
O terramoto de magnitude 7,4 teve como epicentro a localidade de San José del Palmar, no departamento do Chocó, na região do Pacífico, e causou ainda 3.975 feridos, 45.523 famílias afetadas e 12.828 habitações destruídas.
O terramoto, o mais forte do país desde o início do século, afetou 15 dos 32 departamentos, em especial o Chocó, Risaralda, Vale do Cauca, Caldas e Quindío, todos situados no centro, oeste e sudoeste da Colômbia.
A UNGRD adiantou que 426 municípios colombianos sofreram algum dano devido ao terramoto, o que equivale a 38% dos 1.103 que compõem o país.
Cali (Vale do Cauca), Pereira (Risaralda) e Quindío (Chocó) são as cidades que registam o maior número de mortos e feridos.
As equipas de busca e salvamento, tanto nacionais como internacionais, continuam a trabalhar nas zonas afetadas e, até ao momento, já resgataram 354 pessoas, segundo a UNGRD.