Banco Mundial prevê mais de 5.000 milhões de euros para Moçambique em cinco anos

Banco Mundial prevê mais de 5.000 milhões de euros para Moçambique em cinco anos

O Banco Mundial conta disponibilizar 6.000 milhões de dólares (5.090 milhões de euros) a Moçambique nos próximos cinco anos, metade dos quais no âmbito do novo quadro de parceria, focado na criação de emprego, foi hoje anunciado.

Lusa /

"Partilhámos com o Presidente os principais resultados esperados deste novo quadro, desta nova parceria, que visa desbloquear a criação de empregos e oportunidades económicas em setores críticos para Moçambique, como a energia, o agronegócio e o turismo", disse o diretor do Grupo Banco Mundial para Moçambique, Fily Sissoko, após uma audiência com o chefe de Estado, Daniel Chapo, em Maputo.

Em causa, explicou, está o novo Quadro de Parceria (CPF), recentemente aprovado pelo Grupo Banco Mundial, para o período 2026-2031, que aposta na criação de emprego para haver crescimento económico em Moçambique.

"Temos um balanço de cerca de 3.000 milhões de dólares [2.540 milhões de euros] do lado do banco [projetos em curso], e esperamos mobilizar mais 3.000 milhões de dólares [no novo CPF], o que perfaz um total de 6.000 milhões de dólares, do lado do Banco, o que é muito favorável. A maior parte são, efetivamente, subvenções destinadas a apoiar a execução da estratégia de desenvolvimento do país", acrescentou.

Em 26 de janeiro, o Grupo Banco Mundial anunciou que previa mobilizar 2.500 milhões de dólares (2.100 milhões de euros) para Moçambique nos próximos cinco anos, ao abrigo do novo CPF, acrescidos de cerca de cerca de 450 milhões de dólares (380 milhões de euros) da Janela de Prevenção e Resiliência (totalizando 3.000 milhões de dólares).

Fily Sissoko avançou o objetivo de garantir, desde logo, que o Banco Mundial vai "continuar a apoiar Moçambique para que invista nas infraestruturas de base", incluindo nas "competências" dos moçambicanos.

"E garantir que o país continue a criar um ambiente propício ao investimento privado e ao crescimento das empresas. E isso significa também garantir a estabilidade macro-orçamental, para que alguns dos desequilíbrios macro-orçamentais sejam efetivamente resolvidos", detalhou Fily Sissoko, em declarações aos jornalistas, acrescentando estar em elaboração, com as autoridades moçambicanas, "um plano de consolidação orçamental muito sólido, ambicioso e credível".

O responsável avançou ainda que, da reunião, que juntou vários ministros moçambicanos, resultaram "orientações claras" do chefe de Estado: "Uma das suas principais mensagens foi `execução, execução, execução`, para garantir que aceleramos a execução desta grande carteira".

Com este volume de financiamento, a expectativa do Banco Mundial, disse ainda o diretor para Moçambique, é alavancar o investimento do lado do setor privado: "Esperamos também conseguir mobilizar mais 4.000 milhões [3.390 milhões de euros] do setor privado".

Paralelamente, disse, foi debatida a criação de "uma plataforma para interagir com o setor privado".

"O Presidente também nos garantiu que será criado um conselho do setor privado para dialogar com o setor privado sobre a forma de resolver alguns dos desafios e de aproveitar as oportunidades para aumentar o investimento privado", concluiu Sissoko, acrescentando: "Agora é realmente o momento de executar e garantir que o nosso financiamento chega efetivamente aos moçambicanos e que melhoramos realmente as vidas e os meios de subsistência".

A ministra das Finanças, em declarações aos jornalistas no final do encontro, sublinhou que o momento marcou o lançamento "oficial" da nova parceria do Banco Mundial com Moçambique.

"Este quadro de parceria visa, essencialmente, assegurar a consolidação macrofiscal, com vista à retoma do crescimento económico do nosso país, que está numa perspectiva bastante positiva em termos de crescimento", disse Carla Loveira.

A "celeridade" na execução dos programas, assumiu a ministra, é agora a prioridade: "Para que a execução seja efetiva".

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