Banco Rothschild escolhido para preparar o regresso do país aos mercados

Atenas, 07 fev (Lusa) - A agência que gere a dívida pública grega (PDMA) designou o banco Rothschild como conselheiro técnico para preparar o regresso do país aos mercados financeiros, previsto para este ano, indicou hoje o governo grego.

Lusa /

"É esperada uma decisão ministerial" neste sentido, depois de a escolha ter sido feita em 27 de janeiro pela PDMA, indicou o porta-voz do governo, Dimitris Tzanakopoulos, durante uma conferência de imprensa.

Segundo uma fonte governamental, "a decisão está tomada, só é preciso formaliza-la".

Durante uma escala em Paris no último fim de semana de janeiro, o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, encontrou-se com representantes do banco, referiu o serviço de imprensa de Tsipras.

O governo grego espera poder regressar aos mercados financeiros em 2017, antes do final previsto, no verão de 2018, do terceiro programa de resgate ao país concedido pela zona euro e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

Afundada por uma dívida pública, que não para de aumentar e atualmente está acima de 180% do Produto Interno Bruto (PIB), a Grécia está privada do acesso aos mercados financeiros a longo prazo desde 2010, com exceção de uma breve incursão de uma venda excecional em 2014.

Atenas, a zona euro e o FMI atualmente lutam para concluir as negociações para manter o país e preparar a saída da crise, especialmente tendo em conta a disputa entre Berlim e o FMI sobre a extensão das medidas de alívio da dívida grega no futuro e os objetivos orçamentais fixados para depois de 2018.

O FMI está dividido em relação a estas questões, segundo um comunicado do conselho de administração da instituição divulgado na segunda-feira.

Mesmo assim, Tzanakopoulos afirmou hoje que está confiante que um compromisso entre todas as partes possa ser alcançado "proximamente", tendo em vista a próxima reunião, em 20 de fevereiro, da zona euro.

Um tal desbloqueamento deve, segundo Atenas, abrir a via para que até março o país seja incluído no programa de compra das dívidas soberanas (QE, Quantitative Easing) do Banco Central Europeu (BCE).

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