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Bebé chinês teve alta e foi entregue à mãe

O "bebé 59," assim chamado devido ao número da incubadora hospitalar onde foi colocado após ter sido resgatado de dentro de um cano esgoto, teve alta e foi entregue à mãe e a um homem que será o presumível pai da criança. Um responsável pela propaganda oficial da província de Zhejiang, onde tudo ocorreu, diz que o homem promete ajudar a criar o bebé, caso um teste de ADN confirme a sua paternidade. Não foram revelados os nomes do casal e não se sabe se irão criar o recém-nascido juntos ou separadamente.

Graça Andrade Ramos, RTP /
O "bebé 59" ficou apenas com arranhões após ser resgatado do cano esgoto onde caiu logo após nascer dia 28 de maio 2013 China Dauly/Reuters

As autoridades chinesas de Jinhua ilibaram a mãe de toda a culpa no caso e rotularam o sucedido como acidente.

Acreditam que a mulher começou por não se identificar como mãe do recém-nascido por medo e vergonha. Gradualmente arrependeu-se e acabou por admitir a verdade, acrescentam as autoridades.

Com 22 anos e solteira, afirma que engravidou após um breve caso com o homem agora identificado como pai. Escondeu a gravidez da família e dos vizinhos e deu à luz em segredo, inesperadamente, numa casa de banho pública, dia 28 de maio.

A mulher afirma que o recém-nascido escorregou acidentalmente pelo cano da bacia turca (sanita de agachar), tendo ficado preso. Ela ainta terá tentado retira-lo com ajuda de um pau e acabou por puxar o autocolismo. Deu então o alerta, embora sem se identificar como mãe.

O bebé, um rapaz de 2,8 quilos, ficou preso numa curva do cano, seccionada pelos bombeiros e levada para o hospital, onde acabou por ser resgatado após mais de duas horas de esforços para o libertar. Apresentava apenas alguns arranhões e escoriações e um batimento cardíaco fraco e tinha ainda agarrada a placenta.

O caso suscitou uma onda mundial de simpatia com centenas de pessoas a oferecerem-se para adotar o "bebé 59."

Na própria China o caso alertou para a fraca preparação para a maternidade e paternidade dos jovens e para a total ausência de educação sexual das raparigas e dos rapazes nos currículos escolares.

A par de uma atitude mais relaxada quanto ao sexo, estes factores estarão a contribuir para um aumento de gravidezes adolescentes.

A obrigação imposta pelas autoridades chinesas de um filho único por casal e o estigma social associado à gravidez fora do casamento levam também muitas vezes ao abandono de recém-nascidos.

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