Bento XVI pede luta contra a intolerância religiosa

O Papa considera a liberdade religiosa um direito fundamental e diz que a falta dela representa uma ameaça à segurança do mundo. Depois de uma bomba ter explodido frente a uma Igreja de Alexandria, no Egipto, fazendo 21 mortos e 80 feridos, durante a missa do Ano Novo, Bento XVI pediu aos cristãos para não se resignarem perante a discriminação.

RTP /
"A liberdade religiosa é um elemento fundamental de um Estado de direito", defendeu o Papa Bento XVI Ettore Ferrari, EPA

Sublinhando que se vive actualmente um clima de "discriminação, abusos e intolerância religiosa que atinge em particular os cristão", Bento XVI deixou ainda um apelo aos líderes mundiais para que defendam os cristãos contra a intolerância religiosa.

"A liberdade religiosa é um elemento fundamental de um Estado de direito", defendeu o Papa, em declarações registadas pela agência italiana Hansa.

Bento XVI proferiu estas palavras durante a missa do Dia do Ano Novo, na Basílica de São Pedro, igualmente Dia Mundial da Paz.

Foram também palavras proferidas escassas horas após um ataque a uma igreja copta em Alexandria, no Norte do Egipto. Os coptas são a maior comunidade cristã no Oriente Médio (entre 6 a 10 por cento dos 80 milhões de cristãos egípcios). A comunidade queixa-se de ser marginalizada e abandonada.

A explosão de uma bomba – cujo acto o ministro egípcio do Interior sugere ser responsabilidade de um extremista suicida - fez 21 vítimas mortais e outros 80 feridos. O engenho foi espoletado numa altura em que saíam da celebração de Ano Novo mais de um milhar de pessoas.

Perante 10 mil fiéis, o Papa apelou à luta contra o desânimo e a resignação: "A humanidade não pode resignar-se ao poder negativo do egoísmo e da violência, não deve acostumar-se aos conflitos que provocam vítimas e ameaçam o futuro dos povos".

Bento VXI, chefe máximo da Igreja Católica, disse ainda que esta é uma "tarefa difícil", na qual as "palavras não são suficientes”, pelo que “deve ser um compromisso real e constante dos líderes das nações".
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