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Berlusconi convoca embaixador dos EUA para clarificar rapto de imã

Berlusconi convoca embaixador dos EUA para clarificar rapto de imã

O primeiro-ministro italiano convocou o embaixador dos Estados Unidos em Roma para lhe pedir explicações sobre o rapto de um imã por um comando da Agência Central de Informações norte-americana (CIA) em Itália em 2003, foi hoje anunciado.

Agência LUSA /

O ministro dos Assuntos Parlamentares italiano, Carlo Giovanardi, afirmou aos senadores italianos, que Silvio Berlusconi "convocou o embaixador dos Estados Unidos em Itália para clarificar o caso do imã Abu Omar".

Giovanardi explicou ainda que o embaixador, actualmente ausente de Roma, se encontrará provavelmente na sexta-feira com Berlusconi.

"O desenvolvimento desta operação nunca foi levado ao conhecimento da República" italiana, afirmou Giovanardi, sublinhando que o Governo não estava envolvido neste caso.

Usama Mutafa Hassan, conhecido pelo nome de Abu Omar, foi raptado numa rua de Milão a 17 de Fevereiro de 2003 por um comando da CIA.

Abu Omar era o antigo imã de uma importante mesquita da cidade de Milão, cuja vigilância pela polícia italiana tinha sido reforçada depois dos atentados do 11 de Setembro de 2001 nos Estados Unidos.

Na semana passada, a justiça italiana emitiu 13 mandados de captura contra membros da CIA, acusados de terem participado no rapto e posterior transferência do imã para o Egipto, onde este terá sido torturado.

O caso do imã egípcio é um segundo factor de tensão entre os Estados Unidos e a Itália depois da morte do agente secreto italiano, Nicola Calipari.

O agente secreto italiano foi morto por tiros norte-americanos em Bagdad a 04 de Março último, quando acompanhava ao aeroporto a jornalista italiana Giuliana Sgrena, que tinha acabado de ser libertada depois de um mês de sequestro no Iraque.

Este novo caso obrigou Silvio Berlusconi a exprimir o seu descontentamento uma semana antes do início da Cimeira do G8 (França, Alemanha, Reino Unido, Itália, Estados Unidos, Canadá, Japão e Rússia), na Escócia, durante a qual se deverá encontrar com o Presidente norte-americano, George W. Bush, de quem considera ser um dos melhores aliados na Europa.

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