Betancourt vai pedir à América Latina para ajudar a "desarmar as FARC"

Bogotá, 30 Nov (Lusa) - A ex-refém franco-colombiana da guerrilha marxista colombiana das FARC, Ingrid Betancourt, vai propor aos chefes de Estado e de governo latino-americanos "uma acção extraordinária para pedir às FARC para entregar as armas".

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Betancourt chegou pouco depois das 16:00 (21h00 em Lisboa) a Bogotá a bordo de um voo da Air France, para a sua primeira estada na Colômbia desde a sua libertação a 02 de Julho, naquela que será a primeira etapa de um périplo pela América Latina.

De acordo com um comunicado difundido pela sua assistente, depois da Colômbia, Betancourt segue para o Equador, Peru, Chile, Argentina, Brasil, Bolívia e termina o seu périplo na Venezuela.

"Ingrid Betancourt vai pedir aos chefes de Estado e de governo do continente latino-americano e a toda a comunidade internacional para promover uma acção extraordinária para pedir às FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) que deposite as armas e siga o caminho da democracia", precisa o comunicado divulgado em Bogotá.

A missão mais importante de Betancourt "é obter a liberação de todos os companheiros de cativeiro e de todos os reféns colombianos", precisa também o texto, no qual a antiga refém manifesta o desejo de que "se chegue cedo à concórdia e à paz nesta cara nação".

Três horas após a sua chegada, a ex-candidata às presidenciais colombianas foi recebida, em entrevista privada pelo presidente Álvaro Uribe, numa base militar junto ao aeroporto.

Betancourt abandonou a Colômbia a 03 de Julho, após mais de seis anos de cativeiro e após a sua liberação, no âmbito da operação "Jaque" do exército colombiano, que permitiu o salvamento de 14 outros reféns da guerrilha das FARC.

A antiga candidata decidiu não regressar ao país desde então, por "razões de segurança".


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