Biden acredita que Putin "já tomou uma decisão" e que vai invadir Ucrânia "nos próximos dias"

O presidente dos Estados Unidos anunciou esta sexta-feira que está convencido de que Putin "já tomou uma decisão" e que a Rússia vai invadir a Ucrânia "nos próximos dias". Joe Biden reitera, no entanto, que "não é demasiado tarde" para a Moscovo reduzir a escalada e escolher a via da diplomacia.

Mariana Ribeiro Soares - RTP /
Reuters

Em declarações na Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou que acredita que “Putin já tomou uma decisão” e prevê uma invasão da Ucrânia pela Rússia “nos próximos dias”.

“Temos razões para acreditar que as forças russas pretendem atacar a Ucrânia nos próximos dias”, declarou Biden, acrescentando que um dos alvos poderá ser Kiev, “uma cidade com 2,8 milhões de inocentes”.

O presidente norte-americano acusa a Rússia de estar a levar a cabo uma campanha de desinformação, nomeadamente sobre as regiões separatistas, alegando que a Ucrânia está a planear um ataque em Donbass. Biden afirma que estas alegações “desafiam a lógica”, numa altura em que a Rússia tem mais de 150 mil tropas junto à fronteira com a Ucrânia, e sugere que Moscovo está a tentar criar um pretexto para avançar para a guerra.

“Tudo isto é consistente com a estratégia que a Rússia usou anteriormente: estabelecer toda uma encenação para que possa intervir na Ucrânia”, declarou Joe Biden.

O presidente dos EUA disse que “não quer um conflito”, mas garantiu que os EUA irão fazer tudo o que estiver ao seu alcance “para impedir que haja acontecimentos gravosos”.

“Se a Rússia prosseguir com estes planos, será responsável por uma resposta catastrófica. Os EUA e os seus aliados estão preparados para defender cada polegada do território da NATO”, asseverou Biden.


“Não iremos enviar tropas para lutar na Ucrânia, mas iremos apoiar o povo ucraniano e responsabilizar a Rússia pelas suas ações”, acrescentou Biden, afirmando que os EUA e aliados estão “preparados para perpetrar sanções gravosas sobre a Rússia”.

Joe Biden reiterou, no entanto, que “a Rússia pode ainda escolher a via da diplomacia”. “Não é demasiado tarde para reduzir a escalada e enveredar pela negociação”, garantiu o presidente norte-americano.

Biden revelou que a Rússia concordou, na noite de quinta-feira, com um encontro entre o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, e o ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergey Lavrov, a 24 de fevereiro. “Se houver uma ação russa antes desta data, fica claro que a Rússia fechou a porta à diplomacia e escolheu o caminho da guerra. Por isso pagarão um preço elevado”, alertou Biden.

“A Rússia tem agora uma escolha entre a guerra e todo o sofrimento ulterior, ou a diplomacia que irá fazer do futuro mais seguro para todos”, concluiu Biden.
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