Mundo
Biden debaixo de fogo. Casa Branca em alvoroço após descoberta de documentos confidenciais
Os advogados de Joe Biden encontraram, em novembro, documentos confidenciais no antigo gabinete do presidente dos Estados Unidos. O chefe de Estado norte-americano garante desconhecer o conteúdo dos documentos que datam da sua vice-presidência com Barack Obama. Mas a Casa Branca já admitiu abrir uma investigação sobre o caso, perante a pressão do Partido Republicano.
São cerca de uma dezena de documentos e foram encontrados no antigo gabinete no Penn Biden Center for Diplomacy and Global Engagement, o think tank que Joe Biden co-fundou quando era vice-presidente de Obama. A notícia foi avançada, esta semana, pela CBS News, que indicava que os documentos foram descobertos pelos advogados pessoais de Biden a 2 de novembro, antes das eleições intercalares.
Segundo a mesma fonte, que não revelou o conteúdo nem o nível de confidencialidade, os documentos estavam numa pasta com outros “papéis não qualificados”. A informação já foi confirmada pelos advogados do presidente, que asseguram que os Arquivos Nacionais foram notificados de imediato.
Richard Sauber, conselheiro e advogado do democrata, não revelou o conteúdo ou a quantidade dos documentos encontrados, garantindo apenas que não contêm “segredos nucleares”.
"A descoberta desses documentos foi feita pelos advogados do presidente", confirmou, em comunicado, Sauber.
Segundo a mesma fonte, que não revelou o conteúdo nem o nível de confidencialidade, os documentos estavam numa pasta com outros “papéis não qualificados”. A informação já foi confirmada pelos advogados do presidente, que asseguram que os Arquivos Nacionais foram notificados de imediato.
Richard Sauber, conselheiro e advogado do democrata, não revelou o conteúdo ou a quantidade dos documentos encontrados, garantindo apenas que não contêm “segredos nucleares”.
"A descoberta desses documentos foi feita pelos advogados do presidente", confirmou, em comunicado, Sauber.
"Os documentos não foram objeto de nenhuma solicitação ou investigação anterior por parte dos Arquivos. Desde essa descoberta, os advogados pessoais do presidente cooperaram com os Arquivos e o Departamento de Justiça num processo para garantir que todos os registos da Administração Obama-Biden sejam devidamente arquivados e estejam na posse dos Arquivos".
Biden diz desconhecer teor
Na passada terça-feira, Joe Biden reagiu à notícia afirmando desconhecer o conteúdo destes documentos confidenciais, descobertos num escritório particular que por vezes utilizava como local de trabalho.
"Não sei o que contêm os documentos, os meus advogados não sugeriram que eu perguntasse sobre o que eram os documentos. Entregaram as caixas nos arquivos e estamos a cooperar plenamente com a revisão [dos documentos]", salientou o chefe de Estado norte-americano, citado pela agência France-Presse (AFP), à margem da Cimeira de líderes da América do Norte, na Cidade do México.
Biden manteve este escritório nessas instalações, na Universidade da Pensilvânia, depois de deixar a vice-presidência em 2017, até pouco tempo antes de lançar a sua campanha presidencial em 2019.
“Fui informado sobre essa descoberta e fiquei surpreendido ao saber que há registos do governo que foram levados para aquele escritório”, destacou ainda Biden na primeira reação a esta descoberta.
Na sequência desta descoberta, o procurador-geral norte-americano, Merrick Garland, pediu ao procurador-geral de Chicago para investigar o assunto, segundo indicou à imprensa norte-americana uma fonte familiarizada com o processo.
Independentemente da revisão dos documentos pelo Departamento de Justiça, a revelação de que Biden potencialmente possa ter tratado de forma incorreta os registos confidenciais pode comprometer o chefe de Estado, que classificou de “irresponsável” a decisão do ex-presidente Donald Trump de manter centenas de tais documentos na sua mansão na Florida.
Na passada terça-feira, Joe Biden reagiu à notícia afirmando desconhecer o conteúdo destes documentos confidenciais, descobertos num escritório particular que por vezes utilizava como local de trabalho.
"Não sei o que contêm os documentos, os meus advogados não sugeriram que eu perguntasse sobre o que eram os documentos. Entregaram as caixas nos arquivos e estamos a cooperar plenamente com a revisão [dos documentos]", salientou o chefe de Estado norte-americano, citado pela agência France-Presse (AFP), à margem da Cimeira de líderes da América do Norte, na Cidade do México.
Biden manteve este escritório nessas instalações, na Universidade da Pensilvânia, depois de deixar a vice-presidência em 2017, até pouco tempo antes de lançar a sua campanha presidencial em 2019.
“Fui informado sobre essa descoberta e fiquei surpreendido ao saber que há registos do governo que foram levados para aquele escritório”, destacou ainda Biden na primeira reação a esta descoberta.
Na sequência desta descoberta, o procurador-geral norte-americano, Merrick Garland, pediu ao procurador-geral de Chicago para investigar o assunto, segundo indicou à imprensa norte-americana uma fonte familiarizada com o processo.
Independentemente da revisão dos documentos pelo Departamento de Justiça, a revelação de que Biden potencialmente possa ter tratado de forma incorreta os registos confidenciais pode comprometer o chefe de Estado, que classificou de “irresponsável” a decisão do ex-presidente Donald Trump de manter centenas de tais documentos na sua mansão na Florida.
Pouco depois de avançada esta notícia, Donald Trump questionou a atuação do FBI após a descoberta de documentos de Joe Biden.
“Quando é que o FBI vai invadir as muitas casas de Joe Biden, talvez até a Casa Branca? Esses documentos definitivamente não foram desclassificados”, escreveu Trump na sua rede, a Truth Social.
Trump fez então um paralelo com o caso que o envolve diretamente, quando, a 8 de agosto de 2022, agentes do FBI realizaram uma vasta busca à sua mansão na Florida com base num mandado de "retenção de documentos confidenciais" e "obstrução a uma investigação federal", e apreenderam cerca de trinta caixas, que continham documentos marcados como “ultrassecreto”, “secreto” ou “confidencial”.
É de recordar que, quando terminou o mandato, Donald Trump levou consigo caixas inteiras de documentos, embora uma lei de 1978 obrigue qualquer presidente norte-americano a entregar ao Arquivo Nacional todos os seus e-mails, cartas e outros documentos de trabalho.
“Quando é que o FBI vai invadir as muitas casas de Joe Biden, talvez até a Casa Branca? Esses documentos definitivamente não foram desclassificados”, escreveu Trump na sua rede, a Truth Social.
Trump fez então um paralelo com o caso que o envolve diretamente, quando, a 8 de agosto de 2022, agentes do FBI realizaram uma vasta busca à sua mansão na Florida com base num mandado de "retenção de documentos confidenciais" e "obstrução a uma investigação federal", e apreenderam cerca de trinta caixas, que continham documentos marcados como “ultrassecreto”, “secreto” ou “confidencial”.
É de recordar que, quando terminou o mandato, Donald Trump levou consigo caixas inteiras de documentos, embora uma lei de 1978 obrigue qualquer presidente norte-americano a entregar ao Arquivo Nacional todos os seus e-mails, cartas e outros documentos de trabalho.
Casa Branca inquieta admite abrir investigação
Depois destas revelações, instalou-se o alvoroço na Casa Branca, principalmente porque o antigo presidente está ainda a ser investigado por um assunto semelhante.
Até agora, a Administração Biden confirmou que um "pequeno número de documentos confidenciais" foi encontrado num "armário trancado" no Penn Biden Center, mas a NBC News noticiou, entretanto, que foi encontrado um "lote adicional" de documentos não classificados.
Contudo, a Casa Branca já reagiu à polémica garantindo que, se "foram cometidos erros", a Administração democrata tentou corrigi-los imediatamente, informando os Arquivos Nacionais. Além disso, os advogados e promotores norte-americanos continuam as buscas no sentido de saber se há mais documentos confidenciais ocultados.
Até agora, a Administração Biden confirmou que um "pequeno número de documentos confidenciais" foi encontrado num "armário trancado" no Penn Biden Center, mas a NBC News noticiou, entretanto, que foi encontrado um "lote adicional" de documentos não classificados.
Contudo, a Casa Branca já reagiu à polémica garantindo que, se "foram cometidos erros", a Administração democrata tentou corrigi-los imediatamente, informando os Arquivos Nacionais. Além disso, os advogados e promotores norte-americanos continuam as buscas no sentido de saber se há mais documentos confidenciais ocultados.
Entretanto, os republicanos da Câmara de Representantes dos EUA anunciaram que abriram, formalmente, uma investigação a Joe Biden e à família, exercendo o poder da sua maioria para exigir informações.
“Agora que os democratas já não têm um Governo de partido único em Washington, a supervisão e a responsabilidade estão a chegar”, argumentou James Comer, o Republicano presidente do Comité de Supervisão da Câmara, em comunicado.
O comité liderado pelos republicanos enviou uma série de cartas a solicitar informações financeiras do Departamento do Tesouro sobre transações financeiras de membros da família Biden, que foram sinalizadas como atividades suspeitas. Também os legisladores solicitaram depoimentos de vários ex-gestores da rede social Twitter que estiveram envolvidos no tratamento pela empresa de uma história de outubro de 2020 do jornal The New York Post sobre Hunter Biden, o filho mais novo do Presidente.
Os republicanos alegam que essa história foi ocultada do Twitter por razões políticas.
A bancada republicana - que recuperou a maioria na Câmara de Representantes nas eleições intercalares de novembro passado – está, por isso, a procurar um confronto político com a Casa Branca. A Administração Biden já respondeu a esta estratégia, acusando os Republicanos de não usarem a sua maioria para melhorar a vida dos norte-americanos, mas antes se envolver em polémicas com o presidente.
“Na sua primeira semana com maioria, os republicanos da Câmara não tomaram nenhuma ação significativa para combater a inflação, mas antes estão a lançar manobras políticas conduzidas pelos membros mais extremistas”, disse Ian Sams, porta-voz da Casa Branca, em comunicado.
As inquirições do Partido Republicano sobre a família Biden não são novidade: no ano passado, os congressistas do Grand Old Party analisaram mensagens e transações financeiras encontradas num computador portátil que pertenceu a Hunter Biden. Contudo, com uma maioria na Câmara, os republicanos passaram a ter autoridade para exigir depoimentos e conduzir uma investigação muito mais agressiva.
Os impostos e os negócios de Hunter Biden no estrangeiro já estão sob investigação federal, com audições em curso. Embora Hunter Biden nunca tenha ocupado um cargo na campanha presidencial ou na Casa Branca, a sua participação no conselho de administração de uma empresa de energia ucraniana e os seus esforços para fechar negócios na China levantam dúvidas aos republicanos.
“Agora que os democratas já não têm um Governo de partido único em Washington, a supervisão e a responsabilidade estão a chegar”, argumentou James Comer, o Republicano presidente do Comité de Supervisão da Câmara, em comunicado.
O comité liderado pelos republicanos enviou uma série de cartas a solicitar informações financeiras do Departamento do Tesouro sobre transações financeiras de membros da família Biden, que foram sinalizadas como atividades suspeitas. Também os legisladores solicitaram depoimentos de vários ex-gestores da rede social Twitter que estiveram envolvidos no tratamento pela empresa de uma história de outubro de 2020 do jornal The New York Post sobre Hunter Biden, o filho mais novo do Presidente.
Os republicanos alegam que essa história foi ocultada do Twitter por razões políticas.
A bancada republicana - que recuperou a maioria na Câmara de Representantes nas eleições intercalares de novembro passado – está, por isso, a procurar um confronto político com a Casa Branca. A Administração Biden já respondeu a esta estratégia, acusando os Republicanos de não usarem a sua maioria para melhorar a vida dos norte-americanos, mas antes se envolver em polémicas com o presidente.
“Na sua primeira semana com maioria, os republicanos da Câmara não tomaram nenhuma ação significativa para combater a inflação, mas antes estão a lançar manobras políticas conduzidas pelos membros mais extremistas”, disse Ian Sams, porta-voz da Casa Branca, em comunicado.
As inquirições do Partido Republicano sobre a família Biden não são novidade: no ano passado, os congressistas do Grand Old Party analisaram mensagens e transações financeiras encontradas num computador portátil que pertenceu a Hunter Biden. Contudo, com uma maioria na Câmara, os republicanos passaram a ter autoridade para exigir depoimentos e conduzir uma investigação muito mais agressiva.
Os impostos e os negócios de Hunter Biden no estrangeiro já estão sob investigação federal, com audições em curso. Embora Hunter Biden nunca tenha ocupado um cargo na campanha presidencial ou na Casa Branca, a sua participação no conselho de administração de uma empresa de energia ucraniana e os seus esforços para fechar negócios na China levantam dúvidas aos republicanos.