Boato morte "Anibalzinho" agita país, deputados enviam mensagem pesar
Maputo, 14 Dez (Lusa) - Um boato sobre a morte de Aníbal dos Santos Júnior, "Anibalzinho", cérebro do grupo que assassinou o jornalista moçambicano Carlos Cardoso, está a agitar Moçambique, e já mereceu uma mensagem de pesar de deputados.
Agumas mensagens enviadas por telemóvel indicavam que "Anibalzinho" teria morrido na quinta-feira, numa minúscula cela no Comando da Polícia da República de Moçambique (PRM), em Maputo, onde cumpre uma pena de 30 anos.
"Moçambique de luto: morreu camarada Anibalzinho mais conhecido como mecânico mulato do Alto-Maé", diz uma das mensagens que está a circular, sobretudo na capital moçambicana, Maputo, informação, entretanto, já desmentida à Agência Lusa pelas autoridades policiais moçambicanas.
Mesmo assim, a chefe da bancada parlamentar da RENAMO, principal partido da oposição moçambicana, Maria Moreno, endereçou hoje os "pêsames" desta força política "à família enlutada" pela alegada morte de "Anibalzinho", com base numa "informação que acabara de receber".
Em contacto com a Agência Lusa, o chefe das Operações no Comando da PRM, Jacinto Cuna, desmentiu a informação, afirmando ter estado pessoalmente com o detido ainda hoje, durante a manhã.
"Não é verdade. Há pouco tempo estive com ele, juntamente com o pai e a esposa. O Anibalzinho do qual se fala não é este que está aqui detido", disse Cuna.
"Anibalzinho" tornou-se uma das figuras mais mediáticas em Moçambique após o seu envolvimento na morte do jornalista Carlos Cardoso, proprietário do extinto jornal electrónico Metical, assassinado no dia 22 de Novembro de 2000.
Actualmente a cumprir uma pena numa minúscula cela no Comando da PRM, "Anibalzinho" foi transferido da cadeia de máxima segurança, vulgo "BO", para aquele local, depois de ter conseguido fugir duas vezes da penitenciária da Machava, nos arredores de Maputo, durante o seu julgamento.
As duas fugas da cadeia de alta segurança da Machava, em 2002 e 2004, permitiram-lhe chegar à África do Sul e ao Canadá, países de onde foi recambiado para Moçambique.