Bolseiros da Guiné-Bissau fazem refém embaixador do seu país

Um grupo de 46 bolseiros da Guiné-Bissau em Moscovo invadiu o recinto da embaixada guineense na capital russa, fazendo reféns o embaixador, os familiares e três diplomatas. Reivindicam o pagamento de subsídios pelo governo do seu país.

Agência LUSA /

O embaixador Rogério Hérbert disse à Lusa por telefone que os seus familiares e mais dois diplomatas se encontram bloqueados num apartamento que serve de embaixada e de residência à missão diplomática guineense, no sul de Moscovo, sem poderem trabalhar nem comunicar com a Guiné.

Um dos bolseiros disse que, no caso de não haver uma decisão do governo guineense relativa ao pagamento dos subsídios prometidos, os grevistas irão "dar uma surra" aos diplomatas.

O embaixador confirmou que, até agora, não houve da parte dos bolseiros atitudes agressivas em relação a ele ou aos outros diplomatas.

"Até agora não comemos nada", indicou, ao ser questionado sobre as condições do seu sequestro.

"Nós não somos agressores", afirmou Ismael Sadilu Sanha, vice- presidente da Associação de estudantes guineenses na Rússia.

"Mas imagine - prosseguiu - o que devem sentir pessoas que há já 13 meses vivem ao Deus dará".

Os bolseiros afirmam ter informado da sua acção o secretário de Estado da Educação Nacional, Besna Fonta, e estar à espera de uma resposta oficial.

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