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Bolsonaro voa da Argentina para Equador e Washington garante vistos

Bolsonaro voa da Argentina para Equador e Washington garante vistos

O Governo de Buenos Aires informou que Flávio Bolsonaro partiu esta quarta-feira da Argentina rumo ao Equador, três dias depois de ter sido derrotado na segunda ronda da eleição presidencial no Brasil.

Mariana Ribeiro Soares - RTP / Adicionar como fonte informativa
Agustin Marcarian - Reuters

O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro atravessou a fronteira terrestre com a Argentina, acompanhado pela mulher e as duas filhas, "portando documentos de viagem regulares, sem qualquer impedimento legal", disse a Direção Nacional de Migrações da Argentina num comunicado publicado no X.

De seguida, embarcou num voo privado com destino à cidade de Guayaquil, no Equador, informou a mesma fonte. A aeronave descolou a meio da noite de Puerto Iguazú, no nordeste da Argentina, segundo o site Flight Radar.

Horas antes, o Ministério da Segurança da Argentina tinha negado que o filho de Jair Bolsonaro tivesse entrado no país.
Trump garante vistos
A Administração de Donald Trump já anunciou que vai conceder vistos para os EUA para Flávio Bolsonaro e a sua família.

"O Departamento de Estado irá emitir vistos a Flávio Bolsonaro e à sua família e permitir-lhes a entrada nos Estados Unidos", afirmou um alto funcionário do Departamento de Estado à Associated Press, sob condição de anonimato.

O presidente norte-americano Donald Trump, que expressou o seu apoio a Flávio Bolsonaro na corrida presidencial, também garantiu que concederia vistos ao senador brasileiro e à sua família.

"Bem, eu aprovaria. Acho que eles são boas pessoas", disse Trump aos jornalistas na terça-feira, afirmando que as eleições no Brasil foram "muito estranhas".

Flávio Bolsonaro foi intimado pela Polícia Federal, por ordem do juiz do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, a entregar todos os passaportes que possui e proibido de abandonar o Brasil.

Na segunda-feira, um dia antes de deixar o país, Bolsonaro publicou um vídeo nas redes sociais em que garantia que nunca deixaria o Brasil e que entregaria os passaportes às autoridades policiais, incluindo um passaporte diplomático e um de cidadão italiano.

O filho do ex-presidente brasileiro é suspeito, entre outras coisas, de corrupção e branqueamento de capitais no financiamento de um filme sobre o pai, que cumpre atualmente prisão domiciliária por tentativa de golpe de Estado.
"Vergonhoso", diz Lula
Lula da Silva considerou "vergonhosa" a saída de Flávio Bolsonaro do Brasil.

O presidente reeleito lembrou que, ao contrário do senador, entregou-se voluntariamente às autoridades quando enfrentou as acusações no âmbito da Operação Lava Jato para provar a sua inocência.
"Lamentavelmente, a família Bolsonaro éa assim. O Brasil é a segunda pátria dele. A primeira é lamber as botas dos Estados Unidos", criticou Lula durante a celebração do seu 81.º aniversário, em Brasília, na terça-feira.

Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio e ex-deputado brasileiro, vive nos Estados Unidos, onde mantém contacto com a administração Trump.

Na semana passada, Eduardo Bolsonaro declarou num podcast norte-americano que seria favorável a que o irmão abandonasse o Brasil em caso de derrota, devido às investigações de que é alvo.

c/agências
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