Brasil, Argentina e Chile no programa sul-americano de Zapatero
O primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, inicia hoje a primeira digressão pela América do Sul visando reforçar as relações políticas e obter apoio à actividade económica desenvolvida pelo seu país no Brasil, Argentina e Chile.
A agenda de Zapatero compreende encontros respectivamente com os presidentes José Inácio Lula da Silva, Néstor Kirchner e Ricardo Lagos, tendo ficado sem efeito um outro com o chefe de estado venezuelano, Hugo Chávez.
Este frente-a-frente caiu por não estarem concluídos acordos bilaterais no sector naval e no de aeronáutica e, também, devido ao contencioso entre Caracas e Bogotá por causa da detenção de Rodrigo Granda, dirigente das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).
A digressão do chefe do executivo espanhol começa por Brasília, onde estão marcadas reuniões com Lula da Silva e com os presidentes do Senado, José Sarney, da Câmara de Deputados, João Paulo Cunha, e do Supremo Tribunal Federal, Nelson Jobim.
Em São Paulo, inaugura o novo Consulado-Geral de Espanha e estar com representantes de empresas espanholas a operar no Brasil.
Depois, segue para Buenos Aires, sendo recebido pelo presidente Kirchner na Casa Rosada e, mais tarde, por membros da comunidade espanhola radicada na Argentina.
Em Santiago, Zapatero participa nomeadamente no Fórum Económico Chile-União Europeia, organizado pela Fundação Euro-América.
Em matéria de parceria estratégica, o primeiro-ministro espanhol está empenhado em dotar de conteúdo o acordo assinado com o Brasil, promover outro semelhante com a Argentina e cooperar com o Chile para uma actuação conjunta no combate à pobreza, sem esquecer a reforma das Nações Unidas (ONU).
Integram a comitiva de Zapatero os ministros dos Negócios Estrangeiros, Miguel Angel Moratinos, e da Indústria, José Montilla.