Brasil aumenta investimento em educação infantil
O Brasil aumentou, nos últimos anos, o investimento na educação infantil até aos 5 anos de idade, ficando à frente de outros países da América Latina, de acordo com um relatório publicado na terça-feira.
No entanto, no relatório "Education at a Glance 2018", publicado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), o montante gasto por criança está entre os mais baixos no conjunto dos países analisados.
Segundo o documento, publicado na terça-feira, o Brasil passou de um investimento equivalente a 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB), em 2010, para o equivalente a 0,7% em 2015, em creches e no ensino pré-escolar.
O nível de investimento está abaixo da média dos 35 países que compõem a OCDE, que é 0,8% do PIB, mas está acima de países da América Latina, como Argentina, Colômbia, Costa Rica e México.
"Há uma consciência crescente do papel fundamental que a educação e os cuidados na primeira infância desempenham no desenvolvimento, aprendizagem e bem-estar das crianças", indicou.
Em termos de inclusão, o Brasil também está à frente de vários países latinos. Segundo o estudo, 22% das crianças de até 3 anos frequentam a escola.
O índice brasileiro é maior do que outros países como Argentina (5%), Chile (20%), Costa Rica (2%) e México (2%). A única exceção é a Colômbia, que tem 49% das crianças nas creches. Já o acesso ao ensino pré-escolar é mais elevado, chegando aos 90% aos 4 anos de idade, 97% aos 5 anos e 100% aos 6 anos.
E se na infância o Brasil supera alguns países latino-americanos em inclusão, o mesmo não ocorre à medida em que a idade avança. O país registou uma das maiores percentagens de adultos sem ensino médio, entre todas as nações analisadas.
"Um fator de risco potencial que pode ser associado à queda considerável nas matrículas, particularmente nas idades em que os estudantes deviam estar no ensino médio, é a alta incidência de alunos acima da idade, no Brasil", de acordo com o texto.
Para a OCDE, os alunos são considerados acima da idade quando são pelo menos dois anos mais velhos do que a idade pretendida para o ano escolar que frequentam, principalmente por estarem a repetir o ano.