Mundo
Brasil. Cientistas descobrem vírus sem genes reconhecíveis
É uma descoberta recente e que tem causado algum espanto na comunidade da ciência. Cientistas brasileiros descobriram num lago em Belo Horizonte um vírus numa ameba sem quaisquer genes reconhecíveis, tornando-se num achado pouco usual que mostra que ainda há muito por descobrir sobre este tema. Outro grupo de cientistas descobriu novos vírus em tecidos animais.
Jônatas Abrahão, investigador viral na Universidade Federal de Minas Gerais, explicou que estas novas descobertas mostram como a comunidade ainda tem muito que explorar sobre vírus, pequenos organismos que apenas se conseguem reproduzir e sobreviver quando instalados num “hospedeiro”.
Enquanto investigava num lago artificial, Abrahão e a sua equipa encontraram vários super-vírus e um pequeno vírus a que chamaram Yaravírus, palavra proveniente de Iara, a “mãe das águas” no Brasil.
Demasiado pequeno para estar numa ameba, os cientistas sequenciaram o genoma e nenhum dos genes correspondeu às descobertas alguma vez realizadas. No entanto, Elodie Ghedin, da Universidade de Nova Iorque, e que investiga vírus em águas residuais e sistemas respiratórios, revelou que a maioria das bases de dados não tem referências aos genomas encontrados nestes tipos de vírus.
Tecidos animais com vírus desconhecidos
Para além da investigação de Jônatas Abrahão, os americanos Christopher Buck e Michael Tisza, virologistas do Instituto Nacional de Cancro, tinham um campo de pesquisa mais abrangente. A procura foi realizada em tecidos animais que mantêm o seu material genético num círculo.
O vírus do papiloma é um desses casos, que contém o vírus do papiloma humano que pode causar cancro cervical em humanos. Para conseguir encontrar estes vírus, os investigadores isolaram partículas virais de dezenas de animais para estudar os seus genomas.
Com os seus estudos, os dois cientistas descobriram mais de 200 vírus, sendo que 600 deles são novos para a ciência. Ainda não são conhecidas as consequências para a saúde humana mas a partir de agora poderão ser estudadas futuras consequências.
Estudos que podem ajudar a ciência médica nos próximos anos, não só para se descobrir quais os vírus que podem causar doenças mas também para estudar aqueles que vivem no corpo humano e ajudam a reciclar nutrientes essenciais.
Enquanto investigava num lago artificial, Abrahão e a sua equipa encontraram vários super-vírus e um pequeno vírus a que chamaram Yaravírus, palavra proveniente de Iara, a “mãe das águas” no Brasil.
Demasiado pequeno para estar numa ameba, os cientistas sequenciaram o genoma e nenhum dos genes correspondeu às descobertas alguma vez realizadas. No entanto, Elodie Ghedin, da Universidade de Nova Iorque, e que investiga vírus em águas residuais e sistemas respiratórios, revelou que a maioria das bases de dados não tem referências aos genomas encontrados nestes tipos de vírus.
Tecidos animais com vírus desconhecidos
Para além da investigação de Jônatas Abrahão, os americanos Christopher Buck e Michael Tisza, virologistas do Instituto Nacional de Cancro, tinham um campo de pesquisa mais abrangente. A procura foi realizada em tecidos animais que mantêm o seu material genético num círculo.
O vírus do papiloma é um desses casos, que contém o vírus do papiloma humano que pode causar cancro cervical em humanos. Para conseguir encontrar estes vírus, os investigadores isolaram partículas virais de dezenas de animais para estudar os seus genomas.
Com os seus estudos, os dois cientistas descobriram mais de 200 vírus, sendo que 600 deles são novos para a ciência. Ainda não são conhecidas as consequências para a saúde humana mas a partir de agora poderão ser estudadas futuras consequências.
Estudos que podem ajudar a ciência médica nos próximos anos, não só para se descobrir quais os vírus que podem causar doenças mas também para estudar aqueles que vivem no corpo humano e ajudam a reciclar nutrientes essenciais.