Brasileiro morto pela polícia estava irregular

O jovem brasileiro morto pela polícia de Londres no passado dia 22 vivia em Inglaterra com um visto caducado há dois anos e um passaporte com selo falso dos serviços de imigração, informou hoje o Ministério do Interior britânico.

Agência LUSA /
Uma multidão esperava o corpo de Jean Charles Meneses em Minas Gerais EPA

O selo dos serviços de imigração, que autorizava Jean Charles de Menezes a permanecer indefinidamente no país, "não era usado" pelos serviços de imigração na altura em que o visto de estudante foi emitido, indicou um porta-voz do ministério.

Menezes "solicitou autorização para permanecer como estudante" na Grã-Bretanha há três anos, "isso foi aprovado a 31 de Outubro de 2002 e a (autorização de) permanência foi-lhe concedida até 30 de Junho de 2003", assinalou o Ministério do Interior.

"Não temos provas de qualquer outra solicitação ou correspondência (posterior) por parte do senhor Menezes", acrescentou o mesmo porta-voz.

O brasileiro, de 27 anos, electricista de profissão, morreu numa carruagem do metropolitano na estação de Stockwell, atingido com oito tiros (sete na cabeça e um no ombro) por agentes da polícia à paisana que procuravam suspeitos dos atentados falhados de 21 de Julho.

De acordo com a versão policial, o jovem, a quem os agentes seguiam desde que este saíra de uma casa sob vigilância, não se deteve quando os polícias o mandaram parar.

Temendo que pudesse ser um bombista suicida, os polícias disparam a matar.

O cadáver de Jean Charles de Menezes chegou hoje ao Brasil, onde foi recebido pelas autoridades, familiares e amigos.

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