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Brexit fez "mais mal do que bem". Primeiro-ministro britânico admite cenário de regresso à UE

Brexit fez "mais mal do que bem". Primeiro-ministro britânico admite cenário de regresso à UE

Andy Burnham adiantou que a reentrada na União Europeia é uma possibilidade a ser considerada pelo Governo britânico. Em declarações à BBC, o primeiro-ministro do Reino Unido revelou que pode ir "até ao fim", rumo ao objetivo de reverter o "mal" causado pelo Brexit.

Nicole Russo - RTP / Adicionar como fonte informativa
Henry Nicholls - Reuters

O líder do Governo britânico esteve no programa Today, da BBC, e revelou a vontade de recuperar a relação de longo prazo com a União Europeia, considerando que o Brexit “causou mais mal do que bem”.

Burnham explicou que vai “analisar todas as opções” para que esta questão não seja esquecida ou deixada "em aberto".

"Há claramente opções que têm de ser consideradas. Temos de analisar o que é viável e quais seriam os prós e os contras de cada [opção]", referiu.

"Poderíamos continuar como estamos. Também é uma opção, se as pessoas acharem que este é o lugar certo para ficar", acabou por acrescentar.

Na última semana, Burnham já havia avisado sobre a possibilidade de protagonizar uma futura campanha a favor do regresso do Reino Unido à UE, nas próximas eleições gerais.Este desejo rompe totalmente com o manifesto eleitoral do Partido Trabalhista para 2024, que prometia "fazer o Brexit funcionar", e, por isso, manter o afastamento da União Europeia.


A ala mais conservadora já se fez ouvir perante estas declarações, acusando o primeiro-ministro de “tentar reabrir feridas” do passado.
 
O líder do Partido Liberal Democrata respondeu: “Falar é fácil. Burnham precisa de parar com os talvez e começar a negociar um acordo melhor para a Grã-Bretanha rapidamente".

O porta-voz do mesmo partido para os assuntos europeus, Al Pinkerton, também afastou a hipóteses de regresso à UE.

A Europa também já reagiu. Emmanuel Macron classificou a possibilidade de uma nova adesão do Reino Unido como uma “ótima notícia” e Pedro Sánchez, presidente de Espanha, afirmou estar “de braços abertos” para este regresso.
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