Brian Cowen, um novo primeiro-ministro, com carreira política multifacetada

Dublin, 06 Mai (Lusa) - O ministro irlandês das Finanças, Brian Cowen, que quarta-feira assume a chefia do governo da Irlanda, sucedendo a Bertie Ahern, tem dois desafios pela frente: assegurar a vitória do "sim" ao Tratado de Lisboa e impedir o fim do milagre económico da ilha.

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Brian Cowen, que é também vice primeiro-ministro, foi "primeiro-ministro designado" desde Abril até hoje, data em que Bertie Ahern deixou oficialmente as suas funções à frente do executivo de Dublin.

Ahern anunciou a sua partida a 02 de Abril, após 11 anos no poder à frente da ilha e sob pressão crescente de alegações de corrupção.

Brian Cowen, 48 anos, é oficialmente eleito quarta-feira pelo Dail (Câmara Baixa do Parlamento).

Eleito pela primeira vez para o Dail em 1984, em substituição do seu pai, Brian Cowen fez uma carreira brilhante como político: antes das Finanças, ocupou os Ministérios do Trabalho (1992-93), dos Transportes (1993-94), da Saúde (1997-2000) e dos Negócios Estrangeiros (2000-04).

Quarta-feira, torna-se o primeiro irlandês a exercer as quatro mais altas funções do governo: os Negócios Estrangeiros, as Finanças, o cargo de vice primeiro-ministro e o de primeiro-ministro.

Uma das suas primeiras tarefas será assegurar a vitória do "sim" no referendo que a Irlanda será o único país a organizar sobre o Tratado de Lisboa, provavelmente a 12 de Junho.

"O risco principal para Cowen é que, tal como o partido conservador britânico depois de (Margaret) Thatcher, o Fianna Fail (partido centrista) depois de Ahern pode perder a sua reputação de competência em matéria económica", advertira em Abril no seu sítio na internet David McWilliam, um dos mais reputados economistas irlandeses.

TM.

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