Israel afirma ter planos para pelo menos três semanas de guerra contra o Irão
Os militares definiram os seus objetivos como limitados ao enfraquecimento da capacidade do Irão de ameaçar Israel, atacando a infraestrutura de mísseis balísticos, as instalações nucleares e o aparelho de segurança.
"Queremos garantir que eles estão o mais fracos possível, este regime, e que degradamos todas as suas capacidades, todas as partes e todos os braços do seu aparelho de segurança", disse Shoshani.
Os militares afirmaram que ainda têm milhares de alvos para atingir dentro do Irão.
Países europeus resistem ao pedido de Trump para ajudar a desobstruir o Estreito de Ormuz
O ministro italiano dos Negócios Estrangeiros, Antonio Tajani, disse aos jornalistas em Bruxelas que a Itália apoia o reforço das missões navais da UE no Mar Vermelho.
“No entanto, não creio que estas missões possam ser alargadas para incluir o Estreito de Ormuz, especialmente porque são missões anti pirataria e defensivas”, acrescentou.
Já o vice-primeiro-ministro do Luxemburgo, Xavier Bettel, disse que o seu país não cederá à “chantagem” dos EUA para entrar na guerra. “Com os satélites, com as comunicações, teremos muito gosto em ser úteis. Mas não nos peçam tropas e máquinas”.
Petroleiro não iraniano transita pelo Estreito de Ormuz com sistema de rastreio ativado
Esta embarcação de 237 metros, carregada com crude, "entrou na zona económica exclusiva do Irão no dia 15 de março e transitou pelo Estreito de Ormuz", informou o MarineTraffic esta segunda-feira.
"Esta travessia ocorre após várias semanas de tráfego significativamente reduzido nesta via navegável estratégica", acrescentou o site.
De acordo com dados da Bloomberg, o navio ainda estava atracado a 28 de fevereiro na Ilha Das, um importante centro de exportação de petróleo dos Emirados Árabes Unidos.
Amnistia Internacional pede responsabilização de autores do ataque a escola
A Amnistia Internacional pediu hoje a responsabilização dos autores do ataque, atribuído aos Estados Unidos, a uma escola no Irão, que matou mais de 100 crianças, acusando as forças norte-americanas de violarem o direito humanitário.
Segundo as conclusões de uma investigação feita pela organização internacional de defesa dos direitos humanos, hoje divulgadas, os Estados Unidos foram responsáveis por um ataque a uma escola repleta de crianças que, no total, matou 168 pessoas.
"Os EUA violaram o direito internacional humanitário ao não tomarem todas as precauções possíveis para evitar danos a civis", acusou a Amnistia Internacional, adiantando que vai pedir uma audiência ao Presidente da República, primeiro-ministro e ministro dos Negócios Estrangeiros para apresentar as conclusões da investigação e as suas recomendações.
Segundo a investigação, o edifício da escola - situado em Minab, na província de Hormozgan, no Irão - "foi diretamente atingido" juntamente com outras 12 estruturas num complexo adjacente da Guarda Revolucionária Islâmica com armas guiadas.
"Isto aponta para uma falha das forças dos EUA em tomar as precauções possíveis para evitar danos a civis na execução do ataque", aponta a Amnistia Internacional, em comunicado, defendendo que os responsáveis pelo planeamento e execução do ataque devem ser responsabilizados.
De acordo com a organização, as forças norte-americanas podem ter baseado a sua decisão em informações desatualizadas, já que o edifício que era atualmente uma escola tinha feito parte anteriormente do complexo da Guarda Revolucionária.
"Este ataque angustiante a uma escola, com salas de aula cheias de crianças, é uma ilustração repugnante do preço catastrófico e inteiramente previsível que os civis estão a pagar durante este conflito armado", considera a Amnistia, que defende que as escolas devem ser locais seguros de aprendizagem.
"Em vez disso, esta escola em Minab tornou-se um local de matança em massa", acusou a organização.
"As autoridades dos EUA podiam, e deviam, saber que se tratava de um edifício escolar. Atacar um objeto civil protegido, como uma escola, é estritamente proibido pelo direito internacional humanitário", afirmou a diretora sénior de Investigação, Defesa, Políticas e Campanhas da Amnistia Internacional, Erika Guevara-Rosas, citada no comunicado.
Face a isto, adiantou a diretora da organização internacional, as autoridades dos EUA devem "garantir que a investigação que anunciaram seja imparcial, independente e transparente" e devem tornar públicos os resultados.
"Quando existirem provas suficientes, as autoridades competentes devem processar judicialmente qualquer pessoa suspeita de responsabilidade criminal", defendeu, lembrando que as vítimas e as suas famílias têm direito à verdade e à justiça e devem receber uma reparação integral, incluindo restituição, reabilitação e indemnização pelos danos causados a civis.
Se os atacantes não identificaram o edifício como uma escola, isso constitui "uma falha vergonhosa dos serviços de inteligência", apontou Erika Guevara-Rosas.
Mas "se os EUA estavam cientes de que a escola ficava adjacente ao complexo da Guarda Revolucionária e prosseguiram com o ataque sem tomar todas as precauções possíveis, tais como atacar à noite, quando a escola estaria vazia, ou dar um aviso prévio eficaz aos civis suscetíveis de serem afetados", o caso deve ser "investigado como um crime de guerra", defendeu.
Por seu lado, alertou, as autoridades iranianas devem retirar o mais rapidamente possível os civis das proximidades de alvos militares e permitir a entrada de observadores independentes no país.
Além disso, devem também restabelecer o acesso à Internet "para garantir que os 92 milhões de pessoas no Irão tenham acesso a informações que salvam vidas e possam contactar os seus familiares e amigos", recomendou a responsável.
A Amnistia Internacional não é a única organização de defesa dos direitos humanos a acusar os Estados Unidos de grave violação do direito humanitário relativamente a este caso.
Já na sexta-feira, a Human Rights Watch responsabilizou os EUA pelo e exigiu que Washington preste contas pela ação militar.
Segundo as autoridades iranianas, a explosão em Minab ocorreu no primeiro dia da ofensiva aérea dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, a 28 de fevereiro, e matou mais de 150 pessoas - não tendo até agora sido possível verificar de forma independente o número de mortos e as circunstâncias do incidente.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, negou qualquer envolvimento dos EUA e atribuiu a culpa ao próprio Irão, antes de recuar parcialmente e afirmar que aceitaria o resultado da investigação.
Governo britânico ajuda pessoas que usam gasóleo para aquecimento
O Governo britânico anunciou um apoio de 53 milhões de libras (61 milhões de euros) para o aquecimento das casas de pessoas afetadas pela subida dos preços dos combustíveis devido ao conflito no Médio Oriente.
O pacote é direcionado a famílias de rendimentos baixos que usam gasóleo para o aquecimento das casas em zonas rurais em vez de gás, como a maioria dos britânicos, e por isso mais vulneráveis ao aumento dos preços.
O Governo explicou que o preço do querosene, utilizado no gasóleo de aquecimento, subiu mais rapidamente do que a gasolina e o gás e é atualmente o dobro do preço do petróleo bruto.
Ao contrário dos consumidores de gás e eletricidade, as pessoas que usam este meio de aquecimento não estão abrangidos pelo limite máximo de preços da energia determinados pelo regulador britânico.
"São momentos como este que revelam a verdadeira natureza de um governo. A minha resposta é clara. Quaisquer que sejam os desafios que se avizinham, este governo apoiará sempre os trabalhadores. Esse é o meu primeiro instinto. A minha primeira prioridade é ajudá-los a fazer face ao custo de vida ao longo desta crise", afirmou o primeiro-ministro, Keir Starmer, numa conferência de imprensa.
Entretanto, o preço da energia doméstica vai descer em abril e ficar ao mesmo nível durante três meses, como já tinha sido anunciado no fim de fevereiro, antes do início do conflito no Irão.
Starmer admitiu tomar outras medidas, nomeadamente para evitar que as petrolíferas tirem proveito da crise geopolítica e do aumento dos preços.
"Simplesmente não permitirei que as empresas obtenham lucros exorbitantes à custa das dificuldades dos trabalhadores", avisou.
Um imposto extraordinário, a Taxa sobre Lucros Energéticos (EPL), foi introduzido em maio de 2022 após uma subida recorde de lucros no setor devido a um aumento acentuado dos preços da energia resultante da guerra na Ucrânia.
O Governo trabalhista aumentou este imposto em 2024 para 78%.
Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o `ayatollah` Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.
O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região.
Qualquer escalada militar que afete a produção ou o transporte de energia - especialmente no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial - tende a gerar choques nos mercados energéticos internacionais e a elevar os preços.
Mais de 11 mil cidadãos da União Europeia repatriados do Médio Oriente
Mais de 11 mil cidadãos da UE foram repatriados do Médio Oriente desde o início da guerra iniciada por Israel e Estados Unidos contra o Irão, incluindo portugueses, anunciou hoje a Comissão Europeia.
"Desde o início da escalada da tensão na região, no final de fevereiro, o Centro de Coordenação de Resposta a Emergências da UE prestou apoio a cerca de 90 voos, que trouxeram de volta cerca de 11 ml cidadãos europeus para Áustria, Bélgica, Bulgária, República Checa, Estónia, França, Itália, Chipre, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Países Baixos, Portugal, Roménia, Eslováquia e Suécia", indicou Bruxelas em comunicado.
De acordo com a instituição, o quinto voo de evacuação do Médio Oriente, fretado e financiado na totalidade pela Comissão Europeia, aterrou no domingo, em Bucareste, permitindo "o repatriamento seguro de 134 cidadãos europeus após um pedido das autoridades romenas".
Partindo de Omã, o voo transportou 96 cidadãos romenos e 38 cidadãos de outros países europeus, retidos nos Emirados Árabes Unidos.
A UE também cobriu até 75% dos custos de transporte rodoviário que os passageiros tiveram para chegar a Omã.
Citada pela nota, a comissária europeia para a gestão de crises, Hadja Lahbib, disse que "a guerra no Médio Oriente mostra novamente que, quando as crises ultrapassam as capacidades nacionais, a Europa intervém".
"Já ajudámos a repatriar mais de 11 mil europeus e continuaremos a trabalhar até que todos os que precisam de ajuda a recebam", adiantou.
Qualquer país na Europa e fora dela pode solicitar assistência de emergência ativando o Mecanismo de Proteção Civil da UE.
O repatriamento de cidadãos europeus a partir do Médio Oriente é coordenado através desse mecanismo, gerido pela Comissão Europeia.
Quando um país da UE não tem capacidade suficiente para retirar os cidadãos de uma zona de crise, pode pedir apoio ao sistema europeu e, nesse caso, o Centro de Coordenação de Resposta de Emergência da UE organiza a logística em cooperação com os países envolvidos, incluindo voos de evacuação ou outros meios de transporte.
A Comissão Europeia também financia até 75% dos custos de transporte, como voos `charter` ou deslocações terrestres necessárias para chegar aos pontos de evacuação, enquanto os restantes custos são suportados pelos Estados-membros participantes.
Este mecanismo permite também que cidadãos de vários países da UE sejam repatriados no mesmo voo, tornando as operações mais rápidas e eficientes em situações de emergência.
Lusa/Fim
Ministra do Ambiente admite aumentar o apoio à compra da botija de gás de 15 para 20 euros
Israel `viola` a soberania do Líbano e comete `crimes em Gaza`
Numa conferência de imprensa em Doha, disse que Israel está a contribuir para o “círculo contínuo de escalada”.
Al-Ansari afirmou que Israel está a “violar” diariamente a soberania do Líbano, continuando a “perpetrar crimes na Faixa de Gaza”, bem como a “tirar partido” da situação atual na Cisjordânia ocupada, com ataques de colonos israelitas e agressões contra os palestinianos.
Estreito de Ormuz está fechado para os "inimigos" do Irão
“Do nosso ponto de vista, está em aberto”, frisou. “Está fechado apenas aos nossos inimigos, àqueles que cometeram agressões injustas contra o nosso país e aos nossos aliados.”
“Após 15 dias de guerra, recorreram a outros para garantir a segurança do Estreito de Ormuz, virando-se para aqueles que consideravam inimigos até ontem”, frisou Araghchi.
“Estão a pedir a outros países que os venham ajudar para que o estreito se mantenha aberto. Do nosso ponto de vista, o estreito está aberto, mas está fechado aos nossos inimigos, fechado aos que levaram a cabo esta agressão cobarde contra nós e aos seus aliados”.
Acrescentou que os ataques EUA-Israel iniciaram “uma guerra que o inimigo iniciou ao exigir a rendição incondicional”.
Arábia Saudita e e Emirados Árabes acusam o Irão de uma "escalada perigosa"
O governante de facto da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, e Mohammed bin Zayed discutiram "os contínuos e flagrantes ataques iranianos contra países da região", segundo um comunicado divulgado pela agência de notícias dos Emirados.
A continuação destes ataques, lançados em retaliação pela ofensiva israelo-americana contra o Irão, "representa uma perigosa escalada que ameaça a segurança e a estabilidade da região", declararam.
"Ambos os lados enfatizaram a necessidade de uma interrupção imediata da escalada militar (...) e a importância de priorizar o diálogo sério e os meios diplomáticos", sem mencionar explicitamente os Estados Unidos ou Israel, segundo o comunicado.
Aumento do preço dos combustíveis vai refletir-se no preço do peixe
É o aviso feito pelos armadores, no porto de pesca da Figueira da Foz. A guerra no Médio Oriente tornou mais caro, cerca de 30%, abastecer o motor do navio para as idas ao mar. Por isso, os consumidores vão sentir o impacto quando forem à peixaria.
Aumento dos combustíveis. Como é que os países europeus estão a reagir?
Em dia de nova subida acentuada do preço dos combustíveis, os países europeus divergem na resposta a este problema. Portugal optou por uma descida do imposto sobre os produtos petrolíferos. São várias as estratégias para minimizar o impacto do aumento dos preços.
Desde 27 de fevereiro, véspera do início da guerra no Irão, o preço médio do gasóleo em Portugal já regista uma subida de quase 20%, e a gasolina de 10% em apenas duas semanas, mesmo com a aplicação de um desconto no ISP.
Bruxelas fala em crise de preços energéticos e admite medidas de curto prazo
A Comissão Europeia considerou hoje que a União Europeia (UE) enfrenta uma "crise de preços" na energia devido ao conflito no Médio Oriente, admitindo medidas "direcionadas e de curto prazo" sem alterar o sistema energético europeu.
"Vou falar hoje com os ministros da Energia [da UE] para ouvir a análise da situação e perceber quão grave ela é. Para mim é importante salientar que não estamos perante uma crise de abastecimento, porque isso, naturalmente, implicaria a necessidade de outras medidas, mas neste momento estamos numa crise de preços e o facto de os preços estarem tão elevados é algo que não podemos ignorar", disse o comissário europeu da Energia, Dan Jørgensen.
Em declarações aos jornalistas antes do Conselho de Energia, em Bruxelas, o responsável garantiu que a instituição está a "analisar diferentes tipos de medidas".
"Não posso entrar em muitos detalhes neste momento, mas há um ponto importante que quero sublinhar: não estamos a falar de mudanças estruturais no sistema energético europeu", realçou.
De acordo com o responsável europeu pela tutela, estão antes em causa "medidas direcionadas e de curto prazo".
"Aquilo que nos coloca numa posição melhor para lidar com a situação agora, comparando com 2022, é que conseguimos integrar muito mais energias renováveis nos nossos sistemas", apontou.
Já quanto à possibilidade de alterar o modelo de funcionamento do mercado da eletricidade, "temos claramente interesse em mantê-lo como está [porque] precisamos que o mercado funcione e de garantir segurança de abastecimento, algo que o sistema de preço marginal assegura, e também precisamos de preços o mais baixos possível, algo que é garantido pelas forças de mercado", elencou Dan Jørgensen.
O comissário europeu adiantou que, em comparação com 2022, aquando da acentuada crise energética, hoje "existe em muito maior medida um desacoplamento entre os preços do gás e da eletricidade porque são menos as horas em que é o preço do gás que acaba por determinar o preço da eletricidade".
As declarações surgem numa altura em que os preços da energia (gás e luz) sobem no espaço comunitário.
Entre as opções em discussão na UE estão a possibilidade de limitar temporariamente o preço do gás, reduzir impostos e encargos nas faturas de energia e permitir apoios estatais a empresas e setores industriais mais afetados pelos custos elevados da energia.
Bruxelas avalia ainda eventuais ajustes no mercado europeu de carbono e a utilização de reservas estratégicas de energia para ajudar a estabilizar os preços.
Paralelamente, a Comissão Europeia defende medidas de proteção aos consumidores e insiste que a resposta estrutural passa por acelerar o investimento em energias renováveis, redes elétricas e eficiência energética, mantendo o atual modelo do mercado europeu de eletricidade.
Grécia não participará em operações militares no Estreito de Ormuz
A Grécia participará apenas na missão naval da UE "Aspides", encarregada de proteger os navios no Mar Vermelho, disse Marinakis numa conferência de imprensa.
União Europeia anuncia 458 milhões de euros em ajuda humanitária para o Médio Oriente
"Num Médio Oriente devastado pela guerra, a União Europeia está a intensificar os seus esforços enquanto outros recuam", disse Hadja Lahbib, comissária da UE responsável pelas crises humanitárias.
Grupo parlamentar da IL pede debate de urgência sobre os efeitos da guerra e "sobrecarga fiscal" na quinta-feira
O grupo parlamentar da Iniciativa Liberal pede ao presidente da Assembleia da República a marcação de um debate de urgência sobre os efeitos da guerra para dia 19 de março, quinta-feira.
"Estes efeitos nós, enquanto país, não conseguimos controlar, mas devemos controlar aquilo que são os efeitos da sobrecarga fiscal que o próprio Estado pratica sobre os portugueses. É que, para além do peso da guerra, os portugueses levam também com o peso da sobrecarga fiscal, com o peso do Estado", considerou o presidente da bancada liberal.
O deputado argumentou que o país tem atualmente "uma enorme fiscalidade a incidir sobre os combustíveis" e que, apesar da descida "muito ligeira" no ISP, "o Estado ainda não perdeu um único cêntimo".
Para Mário Amorim Lopes, o "Estado não fez qualquer esforço" quando lhe cabia "fazer também a sua quota-parte" para responder aos efeitos da guerra.
Na passada segunda-feira, o presidente da Assembleia da República recusou admitir um requerimento do Chega para a realização de um debate parlamentar de urgência sobre combustíveis, alimentação e impostos, por este partido ter esgotado os seus agendamentos potestativos.
A guerra no Médio Oriente "não é uma guerra da NATO", responde Berlim a Trump
Mas, no domingo, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pressionou a China e a NATO para que ajudem a desbloquear o estreito, por onde transita um quinto da produção mundial de petróleo bruto e gás.
Trump previu "consequências muito negativas para o futuro da NATO" em caso de recusa.
A Alemanha "tomou conhecimento" desse apelo, respondeu Kornelius.
Reino Unido trabalha com aliados em plano para reabrir o Estreito de Ormuz
"Em última análise, precisamos de reabrir o Estreito de Ormuz para garantir a estabilidade no mercado (petrolífero). Esta não é uma tarefa simples", afirmou Starmer aos jornalistas.
"Por conseguinte, estamos a trabalhar com todos os nossos aliados, incluindo os nossos parceiros europeus, para elaborar um plano coletivo viável que possa restaurar a liberdade de navegação na região o mais rapidamente possível e atenuar o impacto económico", acrescentou.
Índia não falou com os EUA sobre o envio de navios de guerra para o Estreito de Ormuz
Dinamarca vai avaliar pedido dos EUA para ajudar a garantir a segurança do Estreito de Ormuz
"Não estou a dizer agora se devemos fazer mais (do que estamos a fazer), o que estou a dizer é que espero discutir isto com os meus colegas (da União Europeia)", acrescentou.
A Dinamarca, sede da empresa de navegação Maersk, enviou em 2024 uma fragata para o Mar Vermelho para participar numa coligação liderada pelos EUA com o objetivo de proteger o tráfego comercial contra os ataques dos militantes houthis do Iémen.
"A Dinamarca é uma nação marítima e temos, de todas as formas, interesse em garantir que a livre navegação se mantém aberta", acrescentou Rasmussen.
Iraque planeia modernização de oleoduto para exportação direta de petróleo de Kirkuk para a Turquia
O Iraque concluirá a inspeção de um troço de 100 quilómetros do oleoduto numa semana para permitir as exportações diretas de Kirkuk, acrescentou o ministro.
Irão avisa que o Estreito de Ormuz não pode ser usado para atacar o país
Baghai disse que a passagem de navios pelo estreito ocorrerá sob condições especiais devido ao que descreveu como insegurança criada por Israel e pelos EUA na região, acrescentando que as forças armadas iranianas controlam a passagem e nenhum país pode usá-la para lançar ataques contra o Irão.
Acrescentou que o Irão, enquanto país costeiro, tem o direito de tomar as medidas necessárias no Estreito de Ormuz para garantir a segurança nacional e impedir que o que descreveu como agressores façam um mau uso da via navegável.
Baghai disse que o Irão tem sido historicamente o guardião da passagem segura pelo estreito, mas culpou os EUA e Israel por criarem as condições atuais.
Fragmentos de mísseis iranianos atingem vários locais no centro de Israel
Israel anuncia novos ataques no Irão
O exército israelita "acabou de lançar uma onda de ataques em grande escala contra as infraestruturas do regime terrorista iraniano em Teerão, Shiraz e Tabriz", segundo um comunicado militar.
Alemanha não vê papel para a NATO no Estreito de Ormuz
"Não vejo que a NATO tenha tomado qualquer decisão nesse sentido ou que possa assumir a responsabilidade pelo Estreito de Ormuz. Se assim fosse, os órgãos da NATO tratariam do assunto de forma adequada", disse Wadephul antes de uma reunião do Conselho de Assuntos Externos da União Europeia.
O presidente norte-americano, Donald Trump, aumentou a pressão sobre os aliados europeus para que ajudem a proteger o estreito, alertando que a NATO enfrenta um futuro "muito mau" se os seus membros não vierem em auxílio de Washington.
Israel anuncia ataque terrestre contra o Hezbollah no Líbano
Dezassete dias após o ataque israelo-americano a Teerão, o conflito assola o Médio Oriente e preocupa o mundo inteiro, tanto pelos riscos que representa para a economia global como pela instabilidade geopolítica que gera.
O exército israelita, que tem vindo a realizar incursões no sul do Líbano com tropas terrestres e veículos blindados desde o início do mês, declarou ter iniciado "operações terrestres limitadas e dirigidas contra importantes bastiões" do movimento pró-Irão Hezbollah na região.
Explosões sentidas em Teerão
As explosões foram ouvidas no centro de Teerão, onde os sistemas de defesa aérea foram ativados. O alvo não foi imediatamente identificado.
A cidade já tinha sido sacudida por fortes explosões durante a noite.
Diplomacia europeia discute segurança do Estreito de Ormuz perante pressão de Trump
A chefe da diplomacia europeia confirmou na manhã desta segunda-feira, à chegada para a reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia que vai ser discutida a questão do Estreito de Ormuz e que soluções há para o manter aberto à navegação.
Kaja kallas fala de possibilidade de se encontrar uma solução semelhante à que esteve em vigor no Mar Negro por causa dos cereais ucranianos.
"É lógico que aqueles que beneficiam do estreito ajudem a garantir que nada de mal lá acontece", disse o presidente norte-americano numa entrevista ao jornal britânico Financial Times, na qual apontou a China e a Europa como particularmente dependentes do petróleo da região.
Os preços do crude, que são atualmente voláteis estão a ser afetados pela expectativa de que a guerra do petróleo dure mais tempo do que o previsto e pelos problemas no Estreito de Ormuz, onde já foram atacados vários petroleiros.
A Guarda Revolucionária Iraniana reivindicou a autoria, nos últimos dias, de vários ataques a navios no Estreito de Ormuz, no âmbito da sua resposta à ofensiva lançada a 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra o país asiático.
O Conselho da Organização Marítima Internacional (OMI) vai realizar uma sessão extraordinária nos dias 18 e 19 de março para tratar das repercussões para o transporte marítimo do bloqueio no Estreito de Ormuz e da instabilidade na região.
China pede cessação imediata das operações militares
Questionado sobre os comentários do presidente norte-americano, um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China afirmou que "a diplomacia entre chefes de Estado desempenha um papel estratégico insubstituível nas relações China-EUA", acrescentando que "os dois lados mantiveram comunicação relativamente à visita do presidente Trump".
Em resposta a uma pergunta sobre o pedido de Trump para o envio de navios de guerra para o Estreito, Lin Jian disse que as recentes tensões interromperam as rotas comerciais e prejudicaram a paz regional e global.
"A China reitera o seu apelo para que todas as partes cessem imediatamente as operações militares", disse o porta-voz, acrescentando: "Estamos empenhados em promover a desescalada".
Aeroporto do Dubai retoma gradualmente algumas ligações
A guerra entre os EUA e Israel contra o Irão, que vai já na terceira semana, mergulhou a aviação global no caos, com voos cancelados, remarcados e desviados, enquanto a maior parte do espaço aéreo do Médio Oriente permanece fechado devido aos receios de ataques com mísseis e drones.
Sendo o Golfo Pérsico um cruzamento global para a aviação comercial, a guerra entre os EUA e Israel com o Irão interrompeu as viagens, fez disparar os preços dos combustíveis e das passagens aéreas, afetou o fluxo de mercadorias como medicamentos essenciais e desorganizou os planos de férias.
O incidente de segunda-feira, que causou um incêndio num tanque de combustível, mas sem feridos, é o terceiro ataque ao aeroporto do Dubai desde que o Irão lançou ataques contra nações do Golfo, a 28 de fevereiro, com ataques que Teerão afirma visarem a presença dos EUA na região.
Enquanto os Emirados Árabes Unidos e outros países do Golfo recebem voos comerciais dos EUA, a situação continua crítica. Além das instalações militares, o Irão tem utilizado mísseis e drones para atingir instalações civis, como aeroportos, hotéis e portos.
Os voos na região estão a cerca de metade do nível normal, embora o seu número tenha aumentado desde o início da guerra.
Os disparos de drones e mísseis têm mantido as aeronaves a circular regularmente pelo movimentado aeroporto do Dubai, afetando gravemente o turismo no Médio Oriente, avaliado em cerca de 367 mil milhões de dólares por ano. As tarifas de frete aéreo também aumentaram até 70% em algumas rotas.
Num comunicado divulgado na data X, a Autoridade de Aviação Civil do Dubai sinalizou uma "retoma gradual" de alguns voos para destinos selecionados, informou o Gabinete de Comunicação Social do Dubai.
Trump sugere adiar visita à China enquanto aumenta a pressão sobre o Estreito de Ormuz
Na sua entrevista de domingo ao Financial Times, Trump disse que a dependência da China do petróleo do Médio Oriente significa que o país deve ajudar na nova coligação que está a tentar formar para que o tráfego de petroleiros possa fluir através do estreito. "Gostaríamos de saber" antes da viagem se Pequim vai ajudar. "Podemos adiar", disse Trump na entrevista.
Como relata a Associated Press, a incerteza sublinha o quanto os ataques dos EUA e de Israel contra o Irão remodelaram a política global nas últimas duas semanas.
O cancelamento da visita presencial com o presidente chinês Xi Jinping pode ter grandes consequências económicas: as relações entre Washington e Pequim têm sido tensas, com ambos os lados a ameaçarem o outro com tarifas elevadas ao longo do último ano.
MNE da UE discutem eventual reforço de presença naval no Médio Oriente
A reuniãoem Bruxelas,terá três pontos de agenda: a situação no Médio Oriente, a guerra na Ucrânia e a vizinhança sul da União Europeia.
No que se refere ao Médio Oriente, os chefes da diplomacia dos 27, incluindo de Portugal, vão abordar um eventual reforço da missão naval da UE “Aspides”, que visa proteger navios comerciais em regiões como o Mar Vermelho, Golfo de Aden ou Oceano Índico Ocidental, mas que pode também ser mobilizada para o Estreito de Ormuz, paralisado atualmente pela guerra e por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial.
Essa missão está atualmente impedida de recorrer ao uso de força militar para proteger os navios que escolta, uma vez que não tem um mandato executivo, que, para ser atribuído, precisa de ser aprovado por unanimidade pelos Estados-membros.
Um morto em Abu Dhabi após queda de míssil sobre veículo
Dubai, 16 mar 2026 (Lusa) - Um palestiniano foi hoje morto nos arredores da capital dos Emirados Árabes Unidos, Abu Dhabi, quando um míssil atingiu o carro em que seguia, anunciaram as autoridades.
As autoridades "intervieram na sequência de um incidente ocorrido na zona de Al Bahia, que envolveu o impacto de um míssil num veículo civil, o que resultou na morte de um cidadão palestiniano", declarou o gabinete de imprensa de Abu Dhabi em comunicado.
A morte ocorre numa altura em que Teerão prossegue os ataques no Golfo em retaliação à agressão americano-israelita ao Irão.
Em resposta à ofensiva iniciada em 28 de fevereiro, o Irão lançou ataques com mísseis e drones contra Israel e contra os países vizinhos, visando em particular bases militares e outros interesses norte-americanos mas também infraestruturas económicas, sobretudo energéticas.
CAD // SB
Lusa/Fim
UE pede a Guterres iniciativa para permitir exportação de petróleo pelo estreito de Ormuz
A chefe da diplomacia da UE disse hoje ter falado com o secretário-geral da ONU para pedir uma iniciativa que permita exportar petróleo pelo estreito de Ormuz, semelhante ao acordo que permitiu a saída de cereais da Ucrânia.
"Durante o fim de semana, falei com o secretário-geral da ONU, António Guterres, sobre se seria possível ter o mesmo tipo de iniciativa [no estreito de Ormuz] que tivemos no Mar Negro para tirar cereais da Ucrânia", referiu Kaja Kallas em declarações aos jornalistas à chegada para uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia, em Bruxelas.
A Alta Representante da UE referiu que o encerramento do estreito de Ormuz é "muito perigoso" para o abastecimento de petróleo, em particular para a Ásia, "mas também é problemático para os fertilizantes".
"Se houver falta de fertilizantes este ano, vai haver privação alimentar no próximo ano. Portanto, discutimos com o António Guterres como é que seria possível concretizar" essa iniciativa, indicou.
Na menção que fez à Ucrânia, Kaja Kallas referia-se à designada Iniciativa dos Cereais do Mar Negro, mediada pela ONU e pela Turquia em julho de 2022, que, após ter sido assinada por Kiev e Moscovo, permitiu exportações de cereais a partir dos portos ucranianos apesar da guerra entre os dois países, antes de a parte russa suspender o acordo em julho de 2023.
Nestas declarações aos jornalistas, Kaja Kallas referiu que os ministros dos Negócios Estrangeiros vão também discutir hoje se alteram o mandato da missão Aspides, que tem como missão atualmente proteger navios comerciais e mercantes na região do Mar Vermelho.
"Vamos ver se os Estados-membros estão verdadeiramente disponíveis para usar esta missão. Se quisermos ter segurança na região, era mais fácil usar esta missão que já temos na região e mudá-la um pouco", disse, referindo que, apesar de a França já ter anunciado que pretende criar uma missão para ajudar a abrir o estreito de Ormuz, "é preciso ver o que é que poderia funcionar mais rápido".
Questionada sobre as declarações do Presidente dos Estados Unidos, que disse este domingo que a NATO teria um "futuro muito mau" se os aliados não ajudarem a abrir o estreito de Ormuz, Kaja Kallas respondeu: "É do nosso interesse manter o estreito de Ormuz aberto".
"Por isso é que também estamos a ver o que é que podemos fazer do lado europeu. Temos estado em contacto com os nossos colegas americanos a vários níveis", referiu.
Kallas observou, contudo, que o estreito de Ormuz "está fora da área" da Aliança e "não há países da NATO no estreito de Ormuz", salientando que é por isso que a missão Aspides, ou outra missão voluntária que seja criada por Estados-membros da UE para o estreito de Ormuz, é importante.
Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE) reúnem-se hoje em Bruxelas para discutir as consequências da guerra no Irão e decidir um eventual reforço da presença naval no Médio Oriente para proteger a circulação marítima na região.
Preço do petróleo Brent sobe 2% e ultrapassa os 105 dólares
O preço do petróleo Brent, referência europeia, subia mais de 2% às 08:22 e estava a ser negociado acima dos 105 dólares antes da abertura dos mercados bolsistas europeus.
O preço do Brent chegou a ultrapassar os 106 dólares na abertura do mercado de hoje, mas depois moderou a sua subida para os 105 dólares.
As bolsas europeias apontam hoje para aberturas mistas, com ligeiras quedas em Madrid e Londres, e ganhos até 0,4% em Frankfurt, Paris e Milão.
O Ibex 35 encerrou a sessão de sexta-feira nos 17.059,30 pontos e prevê-se que abra hoje em baixa, com uma ligeira queda de menos de duas décimas.
Entretanto, o preço do petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência americana, subiu 1,7% para 98,57 dólares por barril.
O presidente norte-americano, Donald Trump, alertou no domingo que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) enfrenta um "futuro muito mau" se os aliados não cooperarem para reabrir o Estreito de Ormuz, uma via navegável estratégica para o comércio internacional de petróleo que foi bloqueada pelos militares iranianos em resposta à ofensiva lançada por Washington e Israel contra o Irão a 28 de fevereiro.
"É lógico que aqueles que beneficiam do estreito ajudem a garantir que nada de mal lá acontece", disse o presidente norte-americano numa entrevista ao jornal britânico Financial Times, na qual apontou a China e a Europa como particularmente dependentes do petróleo da região.
A Agência Internacional de Energia (AIE) decidiu na semana passada libertar 400 milhões de barris das suas reservas estratégicas, a maior libertação da sua história, para ajudar a reduzir as tensões nos preços do petróleo.
No âmbito desta decisão, os Estados Unidos participarão libertando 172 milhões de barris. Os primeiros 86 milhões de barris de crude libertados pelos Estados Unidos da sua reserva estratégica começarão a chegar ao mercado no final desta semana.
Os preços do crude, que são atualmente voláteis estão a ser afetados pela expectativa de que a guerra do petróleo dure mais tempo do que o previsto e pelos problemas no Estreito de Ormuz, onde já foram atacados vários petroleiros.
O Estreito de Ormuz é uma via navegável estratégica por onde passa aproximadamente um quinto do comércio marítimo mundial de petróleo, para além de um volume significativo de gás natural liquefeito e fertilizantes.
O Conselho da Organização Marítima Internacional (OMI) vai realizar uma sessão extraordinária nos dias 18 e 19 de março para tratar das repercussões para o transporte marítimo do bloqueio no Estreito de Ormuz e da instabilidade na região provocada pelos ataques do Irão contra os países do Golfo em resposta à ofensiva conjunta dos EUA e de Israel em território iraniano.
A Guarda Revolucionária Iraniana reivindicou a autoria, nos últimos dias, de vários ataques a navios no Estreito de Ormuz, no âmbito da sua resposta à ofensiva lançada a 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra o país asiático.
Israel destruiu avião utilizado por Ali Khamenei
Segundo Israel, a aeronave era usada por altos funcionários e figuras militares iranianas para viagens nacionais e internacionais e para coordenar operações com países aliados.
Exército iraniano ameaça atacar infraestruturas regionais do canal Iran International
"Utilizando as capacidades de satélite e as infraestruturas mediáticas de certos países da região", o canal "age para criar tensões, fabricar narrativas falsas (...) de forma a servir os objetivos dos Estados Unidos criminosos e do regime sionista", afirmou o Centro de Comando Conjunto Khatam al-Anbiya num comunicado divulgado na noite de domingo.
Ameaçou "enumerar" quaisquer "elementos de cooperação" com esta "rede maléfica" como "alvos da República Islâmica".
A localização da infraestrutura utilizada pelo canal na região não foi divulgada de imediato.
O Irão designou o Iran International como uma "organização terrorista" desde 2022 e declarou nos últimos meses que está afiliado a Israel, alertando que qualquer cooperação com o canal será sujeita a sanções.
Israel anuncia operações terrestres limitadas contra Hezbollah no sul do Líbano
"Nos últimos dias, soldados israelitas da 91.ª divisão iniciaram operações terrestres limitadas e direcionadas contra bastiões-chave do Hezbollah no sul do Líbano, com o objetivo de reforçar a zona de defesa avançada" em território libanês, ao longo da fronteira entre o norte de Israel e o sul do Líbano, declarou o exército em comunicado.
"Estas atividades inscrevem-se no âmbito de esforços defensivos mais amplos destinados a estabelecer e reforçar uma postura defensiva avançada, que inclui o desmantelamento da infraestrutura terrorista e a eliminação dos terroristas que operam na zona, a fim de (...) criar uma camada adicional de segurança para os habitantes do norte de Israel", acrescenta-se na nota.
O exército indicou que, antes da entrada dos soldados neste setor, "realizou ataques de artilharia e aéreos contra numerosos alvos terroristas".
Ataque com drone provoca incêndio em zona petrolífera
"Um incêndio deflagrou na zona industrial petrolífera (...) na sequência de um ataque com drone, sem registo de feridos", afirmou o gabinete de imprensa de Fujairah em comunicado, acrescentando que os esforços para extinguir as chamas estavam "em curso".
O local situa-se na costa do Golfo de Omã, para além do Estreito de Ormuz, que foi efetivamente encerrado pelo Irão.
Arábia Saudita e Emirados intercetam dezenas de drones e misseis
Não há negociações à vista entre Estados Unidos e Irão. O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano garante que não há motivos para conversações e nega ter pedido um cessar-fogo.
Guerra Médio Oriente. Exército israelita garante que ataques continuarão
Israel garante que o regime de Teerão está já enfraquecido, mas o porta-voz do exército avisa que os ataques vão continuar.
Guerra Médio Oriente. Irão nega ter pedido cessar-fogo
Não há negociações à vista entre Estados Unidos e Irão. O Ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano garante que não há motivos para conversações e nega ter pedido um cessar-fogo. Teerão promete continuar a autodefesa.
Telavive desmente cenário de negociações com Beirute
Israel garante que, ao contrário do que foi noticiado, não vai haver negociações com o Líbano para acabar com o conflito. O ministro dos Negócios Estrangeiros israelita considera que se presidente e exército libanês querem paz devem impedir o Hezbollah de atacar Israel a partir do Líbano.
Israel espera até mais seis semanas de guerra
As autoridades de Israel antecipam que o conflito possa durar mais três a seis semanas. O exército israelita atacou o oeste do Irão, que respondeu com mísseis também a vários países do Golfo Pérsico.
MNE palestiniana em entrevista à RTP. É necessário que “a guerra pare imediatamente para que as pessoas possam respirar”
A Autoridade Palestiniana faz um apelo para o fim da guerra na região entre Israel e o Irão. A MNE Varsen Shahin deu este fim de semana uma entrevista em exclusivo à RTP.
“Qualquer agravamento do conflito, da guerra na região, é uma catástrofe para toda a região, e é precisamente a isso que estamos a assistir”, apontou Varsen Shahin, ministra de Estado e dos Negócios Estrangeiros da Palestina, em entrevista aos enviados da RTP a Israel, Paulo Jerónimo e José Pinto Dias.
Face ao redobrar de ataques mútuos a que vimos assistindo nas últimas semanas entre Israel e Irão, a chefe da diplomacia palestiniana deixou um apelo para que “tudo isto pare imediatamente, para que as pessoas possam respirar e seja cumprido o que dita o Direito Internacional”.
“Caso contrário, este agravamento só irá trazer mais violência à região”, alertou Varsen Shahin.