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Bruxelas interpela Madrid sobre tragédia com imigrantes em Ceuta
A comissária europeia do Interior, Cecilia Malmström, manifestou-se "muito preocupada" com a confissão tardia do Governo espanhol de que foram usadas balas de borracha contra os imigrantes que tentavam entrar em território espanhol, dos quais 14 acabariam por morrer afogados. Malmström ameaçou Madrid com medidas sancionatórias, se se verificar que foi violada legislação europeia.
Cecilia Malmström afirmou categoricamente, segundo citação do diário espanhol El Pais, que "as autoridades espanholas têm a responsabilidade de analisar as circunstâncias em que sucedeu este incidente em Ceuta". A comissária referia-se à morte por afogamento de 14 imigrantes sub-saharianos que tentavam entrar no território da colónia espanhola.
A Guardia Civil começou por negar a utilização de balas de borracha contra os imigrantes, mas depois, sob a pressão de testemunos de sobreviventes e de circunstantes, acabou por admitir que estas foram mesmo disparadas. Várias ONG que se têm pronunciado sobre o caso salientaram que o pânico causado por esses disparos entre os imigrantes foi factor importante para o afogamento.
Malmström acrescentou ainda uma nota ameaçadora no seu discurso: "Como guarda dos tratados, a Comissão Europeia reserva-se o direito de dar os passos adequados, se houver provas de que um Estado membro violoua legislação europeia". Embora admitindo que devem ser os Estados europeus a controlar as suas fronteiras, Malmström acrescentou que esse controlo deve exercer-se de forma “proporcional com os objectivos pretendidos" e "de acordo com os respeito pelos direitos fundamentais e a dignidade humana".
A Guardia Civil começou por negar a utilização de balas de borracha contra os imigrantes, mas depois, sob a pressão de testemunos de sobreviventes e de circunstantes, acabou por admitir que estas foram mesmo disparadas. Várias ONG que se têm pronunciado sobre o caso salientaram que o pânico causado por esses disparos entre os imigrantes foi factor importante para o afogamento.
Malmström acrescentou ainda uma nota ameaçadora no seu discurso: "Como guarda dos tratados, a Comissão Europeia reserva-se o direito de dar os passos adequados, se houver provas de que um Estado membro violoua legislação europeia". Embora admitindo que devem ser os Estados europeus a controlar as suas fronteiras, Malmström acrescentou que esse controlo deve exercer-se de forma “proporcional com os objectivos pretendidos" e "de acordo com os respeito pelos direitos fundamentais e a dignidade humana".