Bundestag veta por três vezes Lothar Bisky como vice-presidente
Lothar Bisky, presidente do Linkspartei-PDS fracassou hoje na eleição para uma das seis vice-presidências do Bundestag (Parlamento Alemão), ficando sem conseguir obter a necessária maioria absoluta de 308 votos, mesmo após três votações.
À terceira volta, Bisky somou 248 votos a favor e 258 votos contra, e terá de submeter-se a uma quarta ronda, que já não se realizou hoje.
à segunda volta, Bisky tinha obtido 282 votso favoráveis, já depois de, com apenas 225 votos a favor e 312 votos contra, ter fracassado na primeira tentativa para se tornar num dos seis vice- presidentes do Hemiciclo eleito a 18 de Setembro, que hoje se constituiu.
"Estamos todos chocados, porque os outros grupos parlamentares deram-nos sinais claros de que aceitariam a nossa proposta", disse Gesine Loetzsch, presidente do grupo parlamentar do Linkspartei-PDS à emissora de televisão n-tv, após a segunda votação fracassada em Bisky.
O novo presidente do Bundestag, o democrata-cristão Norbert Lammert, lembrou que, de acordo com o regulamento já aprovado, todos os grupos parlamentares terão direito a uma vice-presidência, dando a entender que, "depois de uma reflexão", haverá nova votação para eleger o representante dos neocomunistas.
Lammert, anterior vice-presidente do Hemiciclo, foi eleito hoje presidente, por proposta da futura chanceler Angela Merkel, também da CDU, com 93,1 por cento de votos a favor, o segundo melhor resultado de sempre de um presidente do Parlamento Federal.
Só Hermann Ehlers, em 1953, conseguiu melhor votação do que Lammert, com 93,1 por cento.
Em contrapartida, o social-democrata Wolfgang Thierse, que foi presidente do Bundestag nos últimos sete anos, durante a vigência da coligação SPD/Verdes, obteve um resultado modesto na votação para vice- presidente, com 68,9 por cento de votos favoráveis.
Em 2002, Thierse tinha sido reeleito presidente do Bundestag com 59,9 por cento, mas na altura foi apenas apoiado pelos dois partidos do Governo, o SPD e os Verdes, e desta vez deveria ter somado também votos dos democratas-cristãos, que estão a negociar um Governo de coligação com o SPD.
Logo na abertura dos trabalhos, a proposta da CDU/CSU e do SPD para aumentar de cinco para seis o número de vice-presidências do Bundestag, para que os social-democratas, passem a ter duas vice- presidências em vez de uma, e a CDU, além da presidência, mais um vice- presidente, foi aprovada com os votos dos deputados do futuro Governo de coligação.
A oposição liberal, ambientalista e esquerdista, todos apenas com uma vice-presidência atribuída, invocou o aumento de despesas para votar contra, mas CDU/CSU alegaram que a representação do Parlamento deve ter prioridade sobre questões orçamentais.
O Presidente do Bundestag, segundo figura na hierarquia do país, recebe em ordenado e ajudas de custo 17.732 euros e cada vice-presidente 13.512 Euros mensais, cerca de dois mil euros mais do que um deputado sem estas funções.