Buscas ainda em curso após naufrágio no Mediterrâneo

Continuam as operações de busca no Mediterrâneo por eventuais sobreviventes do naufrágio do pesqueiro líbio. A embarcação transportaria pelo menos 700 clandestinos. Da ONU sai um apelo ao redobrar de esforços da União Europeia.

RTP /
Até ao momento, as autoridades italianas dizem ter resgatado com vida 28 pessoas. Foram também encontrados 24 corpos. Vinte e dois dos sobreviventes foram recolhidos por um cargueiro de pavilhão português, o primeiro navio a chegar ao local.Estima-se que a embarcação naufragada na noite de sábado para domingo tivesse 20 a 30 metros. O pesqueiro terá partido da Líbia ou da Tunísia. Foi ao fundo a cerca de 100 quilómetros da costa da Líbia.


Há, no entanto, a indicação de que o barco pesqueiro poderia transportar mais de 700 pessoas. A imprensa italiana avança que o número poderia ascender a 950, incluindo 200 mulheres e meia centena de crianças.

Este dado foi transmitido ao jornal Corriere della Sera por um dos sobreviventes. Mas ainda não há confirmação oficial.
Europa sob pressão

O secretário-geral das Nações Unidas veio lamentar, nas últimas horas, o desfecho da viagem dos clandestinos. Em comunicado, Ban Ki-moon manifestou-se "chocado e profundamente triste".

Dados da ONU indicam que terão morrido em circunstâncias semelhantes mais de 1.600 pessoas desde o início do ano. Perante este quadro, o secretário-geral da ONU exortou ainda os líderes políticos da União Europeia a acelerarem esforços.

Os ministros europeus dos Negócios Estrangeiros reúnem-se já esta segunda-feira de manhã, no Luxemburgo, para discutir respostas aos fluxos de imigração ilegal no Mediterrâneo.

Em cima da mesa está também a realização de uma cimeira extraordinária da União.
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