Mundo
Buscas em escritórios da Audi e Volkswagen na Alemanha
A justiça alemã desencadeou esta quarta-feira várias operações nas instalações da Audi. É o primeiro escrutínio à fabricante automóvel, integrada no universo Volkswagen, envolvido desde 2015 no escândalo dieselgate. A sede da empresa-mãe também está a ser alvo de buscas.
O cerco da justiça à gigante alemã do mundo automóvel continua a apertar. Esta quarta-feira, os procuradores alemães escrutinam as principais oficinas e centros da marca Audi, que pertence ao aglomerado Volkswagen.
Em paralelo, o Ministério Público germânico desencadeou também operações de busca na sede da Volkswagen, em Wolfsburgo.
É mais um episódio a juntar ao escândalo das emissões poluentes, ano e meio depois de a marca germânica ter admitido falsificações na implementação de um software em 11 milhões de carros a diesel, de forma a alterar dados dos testes de gases poluentes.
Sobre a investigação que decorre sobre a Audi, a agência Reuters cita procuradores de Munique, que justificam o processo com os números de vendas de carros a diesel nos Estados Unidos. Entre 2009 e 2015, foram comprados à Audi cerca de 80 mil veículos, que se suspeita terem instalados os sistemas de falsificação das emissões, encontrados noutros carros da marca Volkswagen.
Segundo os procuradores, as vendas registadas na Europa não fazem parte da presente investigação, que decorre nos escritórios de Inglostadt, perto de Munique, e em Neckarsulm, nos arredores de Estugarda. No total, a marca emprega nos dois locais cerca de 60 mil trabalhadores. "Esclarecer" o dieselgate
As buscas realizadas estas quarta-feira na Audi são inéditas e acontecem mais de um ano depois desta marca ter admitido práticas semelhantes ao que era feito pela fabricante principal.
Em novembro de 2015, dois meses depois da implosão do escândalo na Volkswagen, a Audi admitia que os motores de algumas viaturas estavam equipados com dispositivos de controlo de emissões que são considerados ilegais nos Estados Unidos.
A nova investigação coloca em risco o chefe executivo da Audi AG, Rupert Stadler, que dirige a empresa desde 2007, e que tem sido alvo de duras críticas pela atuação no quadro do escândalo que envolve a gigante alemã do setor automóvel.
Standler disse já esta quarta-feira que pretende ver o problema resolvido e por isso assegura cooperação total com as autoridades.

Rupert Standler, chefe executivo da Audi, tem sido alvo de críticas pela gestão da crise no universo Volkswagen Foto: Lukas Barth - Reuters
"O caminho para o esclarecimento sobre o escândalo das emissões está longe de terminar. Vamos continuar a colaborar até que todo o trabalho esteja concluído", afirmou esta manhã o responsável, em conferência de imprensa.
A operação desencadeada esta quarta-feira pelas autoridades acontece um dia após a publicação dos resultados da Audi em 2016. Em contraste com os resultados obtidos pela empresa-mãe, que registou lucros superiores a cinco mil milhões de euros, a Audi averbou uma queda de 37 por cento nos lucros para os 3,1 mil milhões.
Em paralelo, o Ministério Público germânico desencadeou também operações de busca na sede da Volkswagen, em Wolfsburgo.
É mais um episódio a juntar ao escândalo das emissões poluentes, ano e meio depois de a marca germânica ter admitido falsificações na implementação de um software em 11 milhões de carros a diesel, de forma a alterar dados dos testes de gases poluentes.
Sobre a investigação que decorre sobre a Audi, a agência Reuters cita procuradores de Munique, que justificam o processo com os números de vendas de carros a diesel nos Estados Unidos. Entre 2009 e 2015, foram comprados à Audi cerca de 80 mil veículos, que se suspeita terem instalados os sistemas de falsificação das emissões, encontrados noutros carros da marca Volkswagen.
Segundo os procuradores, as vendas registadas na Europa não fazem parte da presente investigação, que decorre nos escritórios de Inglostadt, perto de Munique, e em Neckarsulm, nos arredores de Estugarda. No total, a marca emprega nos dois locais cerca de 60 mil trabalhadores. "Esclarecer" o dieselgate
As buscas realizadas estas quarta-feira na Audi são inéditas e acontecem mais de um ano depois desta marca ter admitido práticas semelhantes ao que era feito pela fabricante principal.
Em novembro de 2015, dois meses depois da implosão do escândalo na Volkswagen, a Audi admitia que os motores de algumas viaturas estavam equipados com dispositivos de controlo de emissões que são considerados ilegais nos Estados Unidos.
A nova investigação coloca em risco o chefe executivo da Audi AG, Rupert Stadler, que dirige a empresa desde 2007, e que tem sido alvo de duras críticas pela atuação no quadro do escândalo que envolve a gigante alemã do setor automóvel.
Standler disse já esta quarta-feira que pretende ver o problema resolvido e por isso assegura cooperação total com as autoridades.
Rupert Standler, chefe executivo da Audi, tem sido alvo de críticas pela gestão da crise no universo Volkswagen Foto: Lukas Barth - Reuters
"O caminho para o esclarecimento sobre o escândalo das emissões está longe de terminar. Vamos continuar a colaborar até que todo o trabalho esteja concluído", afirmou esta manhã o responsável, em conferência de imprensa.
A operação desencadeada esta quarta-feira pelas autoridades acontece um dia após a publicação dos resultados da Audi em 2016. Em contraste com os resultados obtidos pela empresa-mãe, que registou lucros superiores a cinco mil milhões de euros, a Audi averbou uma queda de 37 por cento nos lucros para os 3,1 mil milhões.