Bush lança repto a Abbas
A decisão dos Estados Unidos de conceder ajuda ou mandar um enviado especial para a Palestina vai depender das decisões adoptadas pelo novo presidente palestiniano Mahmud Abbas, declarou hoje o presidente norte-americano, George W. Bush.
"As decisões tácticas, tal como as ajudas ou os enviados, serão tomadas à medida que as coisas forem progredindo", declarou Bush na primeira entrevista à imprensa desde que foi reeleito a 02 de Novembro, hoje publicada no Wall Street Journal.
"É necessário que haja um movimento no terreno para o desenvolvimento da democracia. Nós queremos ajudar um governo como o de Abu Mazen (Mahmud Abbas), enquanto este se mantiver empenhado numa solução pacífica para o conflito", adiantou.
Segunda-feira, George W. Bush afirmou que estava pronto para receber Mahmud Abbas em Washington e fez claramente um paralelo entre as eleições palestinianas de domingo último e as previstas para 30 de Janeiro no Iraque.
Evocando as eleições no Iraque, o presidente George W. Bush insistiu na entrevista ao Wall Street Journal que estas não serão senão "um primeiro passo" para a formação de um governo permanente.
É "um primeiro passo de uma série de passos necessários no Iraque para redigir uma constituição", defendeu. "É uma parte de um processo" que culminará com a redacção de uma Constituição e a eleição de um novo governo, adiantou Bush.
"Queremos uma grande participação. Queremos um governo que seja representativo", reafirmou.
"Há pessoas lá (no Iraque) que não suportam a ideia de que as eleições se realizem. A razão é que extremistas adeptos de uma filosofia contrária à nossa reconhecem que sociedades livres serão a sua derrota", defendeu.
"O sucesso no Iraque repousa sobre (Ó) um processo político que segue em frente e o desenvolvimento de um exército (iraquiano) capaz de vencer estes terroristas", adiantou.
Num preambulo à entrevista, o presidente norte-americano exprimiu o seu "desejo profundo de alargar a liberdade no estrangeiro e de reforçar a liberdade no país", insistindo no facto de que "a liberdade no estrangeiro não significa americanização